Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições, desde que o trabalho original seja corretamente citado. Simpósio Oftalmologia para a graduação em Medicina e o Médico Generalista 1 Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo 2 Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. (SP) Brasil Semiologia Oftalmológica Ophthalmological semiology Ítalo Pena de Oliveira 1,2 , Bárbara Maria Guedes Marcusso 1 , Rosália Maria Simões Antunes-Foschini 2 , João M. Furtado 1 https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2022.178260 RESUMO: No atendimento ao paciente com queixas ou manifestações oftalmológicas, é importante adotar um roteiro de ava- liação que contemple uma análise ampla do sistema visual. Neste texto, nosso objetivo é apresentar um roteiro de semiologia oftalmológica dividido entre anamnese e exame físico. O exame físico é estruturado a partir da avaliação da acuidade visual e das diversas estruturas do globo ocular e seus anexos. Palavras-Chave: Oftalmologia, Anamnese, Exame Físico, Acuidade Visual ABSTRACT: In the care of patients with complaints or ophthalmic manifestations, it is imperative to adopt an evaluation guide which includes a comprehensive analysis of the visual system. In the present text, our goal is to present an oph- thalmological semiology script divided into anamnesis and ophthalmological examination. The physical examination is structured from the visual acuity measurement and the diferent eye structures and its annexes. Keywords: Ophthalmology, Medical History Taking, Physical Examination, Visual Acuity INTRODUÇÃO A anamnese e o exame oftalmológico re- alizados por um médico habilitado, mesmo que não especialista, permitem a identifcação de elementos importantes para formulação de hipó- teses diagnósticas pertinentes e direcionamento terapêutico adequado. Neste momento, mesmo uma avaliação desarmada permite coleta de in- formações relevantes, propiciando ao médico diferenciar entre quadros de evolução insidiosa, pouco sintomática e que serão acompanhados cli- nicamente, daqueles de instalação súbita e rápida progressão, que podem merecer avaliação ime- diata do especialista 1 . Alguns instrumentos simples como lanter- nas, cotonetes, oclusores e tabelas de acuidade visual são amplamente disponíveis e fornecem grande auxílio na avaliação oftalmológica 2 . Apa- relhos como oftalmoscópio direto, apesar de me- nos disponíveis, devem ter uso dominado pelo médico generalista por auxiliarem no exame of- talmológico e fornecerem informações de grande valor para a prática clínica. Aqui, assim como em qualquer outro ramo da medicina, a anamnese e o exame físico de- vem estar aliados a um bom relacionamento com o paciente 3 . Desde o primeiro contato, o médi- co deve posicionar-se de forma solícita e dis- posto a auxiliar o paciente em suas demandas 3 . A apresentação inicial deve ser feita de forma clara e o aperto de mãos torna-se fundamental, pois muitas vezes o paciente possui comprome- timento visual importante, impedindo-o de ver o médico 2 . Assim, a relação médico-paciente já se desenvolve desde o primeiro contato, levando a uma colaboração mútua nos cuidados e trata- mento proposto 2 . Vale pontuar que a avaliação oftalmológica será necessária não somente nos pacientes com queixas oculares, mas também naqueles em que se procuram manifestações oculares de doenças sistêmicas ou sinais de comprometimento de ou- tros sistemas por alterações oculares.