Revista da Casa da Geografia de Sobral, Sobral/CE, v. 24, p. 114-131, nov. 2022,
http://uvanet.br/rcgs. ISSN 2316-8056 © 1999, Universidade Estadual Vale do Acaraú.
Todos os direitos reservados.
Histórico do Artigo:
Recebido em 08 de setembro de 2022
Aceito em 29 de outubro de 2022
Publicado em 30 de novembro de 2022
QUALIDADE DAS ÁGUAS DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO
LAGAMAR DO CAUÍPE, CAUCAIA – CE
Quality of the waters of the environmental protection area of Lagamar do Cauípe, Caucaia – Ce
Calidad de las aguas del área de protección ambiental de Lagamar do Cauípe, Caucaia – Ce
https://doi.org/10.35701/rcgs.v24.850
George Lima da Costa
1
Vanda de Claudino-Sales
2
Alexandre Medeiros de Carvalho ³
RESUMO
O geossistema analisado se insere na Área de Proteção Ambiental do Lagamar do Cauípe, a qual
possui dois corpos hídricos principais, sendo o maior o próprio lagamar e o segundo, localizado a norte
e conhecido como lagoa ou Barra do Cauípe, próximo à foz de homônimo rio. No entorno desse
complexo existe uma Área de Proteção Ambiental, criada pelo Decreto Estadual nº 24957 de junho de
1998, sendo uma Unidade de Uso Sustentável de acordo com a Lei nº 9985 de 2000. A área de
Proteção Ambiental compreende ao todo 1884,46 hectares, sendo as suas porções mais ao sul
compostas por embasamento cristalino inserido na Província Borborema, o qual é recoberto por
material sedimentar tércio-quaternário na porção norte (a Formação Barreiras, criando os tabuleiros
costeiros); e ao longo da faixa litorânea, ocorrem praias e dunas. Analisou-se nessa unidade de
conservação os índices de qualidade das águas em quatro pontos específicos ao longo da área de
proteção nos anos de 2020 e 2021, para tanto utilizou-se a portaria do Ministério da Saúde nº5 de 28
de setembro de 2017. A análise de uso e ocupação foi realizada através de visitação in loco com
equipamentos específicos e auxílio de geoprocessamento digital com o emprego do software QGIS
3.16.16 para a produção das peças cartográficas; sendo estas elaboradas com o emprego de imagens
satelitárias das constelações CBERS e LANDSAT. Os resultados indicam que há premente
1
Mestrando do Mestrado Acadêmico em Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA).
E-mail: educacaogeográfica42@gmail.com
https://orcid.org/0000-0001-5462-6066
2
Professora-doutora do Mestrado Acadêmico em Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA).
E‐mail: vcs@ufc.br
https://orcid.org/0000-0002-9252-0729
³ Pesquisador-doutor do Laboratório de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará (UFC).
E-mail: amcufc@gmail.com
https://orcid.org/0000-0003-0213-7775