O processo de amamentação do bebê pré-termo: perspectiva dos registros maternos no “diário do bebê” The pre-term breastfeeding process: perspective of maternal records in “baby diary” ARTIGOS / ARTICLES DOI: 10.5433/1679-0367.2020v41n2p217 Objetivo: Descrever os fatores envolvidos no processo de amamentação do bebê pré-termo internado em uma Unidade Neonatal registrados em um “Diário do bebê” preenchido pela mãe. Método: Pesquisa descritiva, prospectiva e longitudinal, com abordagem quantitativa, realizada no período de setembro de 2010 a junho de 2011 com 38 mães de recém-nascidos pré-termo internados na Unidade Neonatal. Resultados: Predomínio de mães com idade entre 20 a 34 anos, com companheiro, escolaridade maior de oito anos, renda familiar entre um a cinco salários mínimos, e não possuíam experiência prévia com aleitamento materno de outros flhos. A frequência do uso do diário foi maior ou igual a três vezes/semana; a média de número de ordenhas diárias foi maior ou igual a três e a duração da ordenha de 16 a 30 minutos. A média de volume ordenhado foi menor ou igual a 100 ml/semana. Conclusão: O sucesso da amamentação do bebê pré-termo na Unidade Neonatal depende de vários fatores associados e continua sendo um desafo para as mães, profssionais de saúde e família, porém estratégias como incentivo para o registro no diário mostraram-se adequadas para sua manutenção e para a intervenção de enfermagem na prática assistencial. Palavras-chave: Prematuro. Aleitamento materno. Relações mãe-flho. Unidades de terapia intensiva neonatal. Enfermagem neonatal. Resumo 217 Doutoranda em Enfermagem na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Docente Adjunta do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade IELUSC, Joinville, Santa Catarina, Brasil. E-mail: luana.aires08@gmail.com Residência em Enfermagem Perioperatória pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, Paraná, Brasil. Residente de Gerência dos Serviços de Enfermagem na Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil. Doutoranda em Saúde e Meio Ambiente na Universidade da Região de Joinville (Univille), Joinville, Santa Catarina, Brasil. Docente Adjunta do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade IELUSC, Joinville, Santa Catarina, Brasil. Doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. Professora Associada do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil. Doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Botucatu, São Paulo, Brasil. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. Professora Associada do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil. 1 2 3 4 5 6 7 Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v. 41, n. 2, p. 217-228, jul./dez. 2020 Luana Cláudia dos Passos Aires 1 , Viviane Godoy Galhardo 2 , Leila Garcia de Oliveira Pegoraro 3 , Lidiane Ferreira Schultz 4 , Edilaine Giovanni Rossetto 5 , Adriana Valongo Zani 6 , Sarah Nancy Deggau Hegeto de Souza 7