ADUBAÇÃO QUÍMICA NA PRESENÇA DE ADUBO AVIÁRIO EM MUDAS CONVENCIONAL E ORGÂNICA DE CAFÉ cv. MUNDO NOVO IAC 379-19 Leandro Vilela REIS*(1); João Urbano Reis CHAGAS (2); Franciane Diniz COGO (3); Katia Alves CAMPOS(4); Sérgio Luiz SANTANA de Almeida(5);Augusto Ramalho de MORAIS (6) (1)* leandroreis_14@hotmail.com , Bolsista FAPEMIG, (2), (3), (4) e (5): Instituto Federal do Sul de Minas Gerais – Campus Machado. (6): UFLA. RESUMO Diversas pesquisas têm mostrado que boa parte do sucesso de uma cultura está em começá-la com mudas de boa qualidade. Sendo assim, a produção de mudas é uma das principais fases da cultura do cafeeiro. E é um dos principais fatores responsáveis por onerar a implantação e pela vida útil da cultura. Neste ensaio, fontes de fósforo e potássio de origem química foram testadas nos tratamentos que foram denominados como: A – cloreto de potássio 0,5 L/m 3 e superfosfato simples 1,5 L/m 3 ; e B – sulfato de potássio 0,5 L/m 3 e fosfato natural 1,5 L/m 3 ; este último permitido para formação de mudas orgânicas. No experimento o adubo orgânico foi o esterco aviário na dosagem de 70L/m 3 . Adotou-se o delineamento em blocos casualizados, com dois tratamentos e dez blocos e quatro mudas por parcela útil. As avaliações determinaram o número total de folhas por planta, o número de folhas com lesões de doenças, diâmetro do caule, altura da parte aérea, comprimento radicular, área da terceira folha verdadeira, peso fresco radicular e aéreo e peso seco radicular e aéreo. Os dados de cada variável resposta foram submetidos à análise de variância, em nível de 5% de significância, sendo que nenhuma característica em estudo apresentou diferença significativa. Palavras-chave: Coffea arabica, produção de mudas orgânicas e convencionais. 1. INTRODUÇÃO Um dos fatores de maior importância na formação de uma lavoura cafeeira é a produção de mudas sadias, com bom desenvolvimento. O sistema de produção de mudas adotado deve ser adequado de forma a não proporcionar somente um bom desenvolvimento das mudas no viveiro, como também no campo (ALVARENGA et al., 2000; GUIMARÃES et al., 1998; MATIELLO et al., 2005). Segundo Carneiro (1995), o substrato é o meio em que as raízes proliferam-se, para fornecer suporte estrutural à parte aérea das mudas, e também água, oxigênio e nutrientes. A facilidade com que o substrato é explorado pelas plântulas em desenvolvimento define a sua fertilidade e, segundo o potencial genético daquelas, a sua produtividade. É desse meio que dependerá o desenvolvimento do sistema radicial e, por extensão, da plântula, já que a raiz é a conexão entre o substrato e a parte aérea, cujo desenvolvimento será reflexo das propriedades físicas, químicas e biológicas do substrato. A maioria dos trabalhos realizados com substratos comerciais na formação de mudas de cafeeiro enfoca, predominantemente, aspectos químicos do material, como a dose a ser aplicada, sua composição em nutrientes, a solubilidade da fonte e o tempo de liberação dos nutrientes (FAVORETO et al., 1998; MELO, 1999; MELO et al., 1999). O substrato se constitui no elemento mais complexo na produção de mudas podendo ocasionar a nulidade ou irregularidade de germinação, a má formação das plantas e o aparecimento de sintomas de deficiências ou excesso de alguns nutrientes. Deve apresentar características físicas, químicas e biológicas apropriadas para que possa permitir pleno crescimento das raízes e da parte aérea (SETUBAL & AFONSO NETO, 2000). A qualidade do substrato, especialmente, com relação ao equilíbrio dos nutrientes necessários para que as mudas possam se desenvolver satisfatoriamente é indispensável, pois, é ela que permite que se obtenham resultados desejáveis nos principais parâmetros que determinam a sua qualidade. Para Carneiro (1995), os principais parâmetros que determinam a qualidade das mudas são a altura, o diâmetro do colo, o peso da parte aérea e das raízes e as correlações entre esses parâmetros. O contínuo crescimento demográfico tem demonstrado a necessidade de se melhorar à tecnologia aplicada aos diversos ramos de produção de alimentos. O uso de nutrientes minerais e de sementes de boa qualidade constitui prática expressiva para o aumento de produtividade (TOLEDO & MARCOS FILHO, 1977).