~RT1G RlCP~ ~L 1~ \Il DIC ~ POR II.. C~ 1 S \ 1 9~8. 11. 1 1 IA: EL! STI II CARLA BAPTISTA, MARGARIDA BASTOS, LEONOR GOMES. FERNANDO MACÁRIO, LUÍ SA RUAS, DÍ RCEA RODRIGUES. RUI ALVES, HENRIQUE GOMES, CARLOS FERREIRA. ANTÓNIO ROSEIRO, SANDRA PAIVA, LUÍ SA BARROS, MANUELA CARVALHEIRO, ALFREDO MOTA, A. LINHARES FURTADO, M.M. ALMEIDA RUAS Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo. Serviço de Nefrologia. Serviço de Urologia e Transplantação Hospitais da Universidade de Coimbra. Coimbra. Entre 1980 e Setembro de 1996, foram efectuados, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, 618 transplantes renais. Em 28 casos os doentes eram diabé ticos Obtiveram-se me lhores resultados nos diabé ticos tipo 1 do que nos diabé ticos tipo 2 (mortalidade 5.9 ‘.s 27,3%; enxertos funcionantes 88,2 vs 72,7%). Nestes, a morbilidade foi também maior mfecções: 8 1.8% i’s 29.4%; complicações vasculares 45.5% vs 17.6%) Nos doentes diabé tico tipo 2, a sobrevida actuarial do doente e do enxerto é menor do que nos não diabieticos. Nos diabé ticos tipo 1, os resultados são semelhantes aos da população não diabé tica. Em relação aos diabé ticos tipo 2. obtêm se melhores resultados, provavelmente, com o estabelecimento de crité rios de selecção mais apertados. A decisão de transplantar os doentes com diabetes mellitus complicada deve ser individualizada e decidida por um grupo multidisciplinar. Kidney Transplantation in Patients with Type 1 and Type II Diabetes Meilitus A total of 618 patienis with end-stage renal discase recei’ed kldne) transplants betwcen 1980 and September 1996. Twenty eight of them were diabetics Betiei results were achieved for type 1 diabetic patients than For type 2 (mortality: 5,9% vs 27,3%: functioning grafi: 88.2% vs 72.7%). The morbility was also higher iii those patients (infections: 8 1,8% vs 29.4%; vascular complications: 45,5% vs 17.60 ). Actuarial patient and graft survival were lower for type 2 than for non diabetic patients For type 1 diahetics the resulis are similar lo those for non diabetics. Better results can probably be achieved by restricting lhe selection criteria. The decision lo trans plant or maintain on dial) sis should be made on a ase by case basis INTRODUÇÃO Nos E.U A., Japão e na maior parte dos paí ses europeus. a nefropatia diabé tica é . actualmente, a princi pal causa de insuficiência renal terminal12. Nos E U.A.. um terço dos doentes que estão em terapêutica renal substitutiva são diabé ticos1’3. Na Europa. a prevalência de doentes diabé ticos em diálise ~aria de paí s para paí s (Finlândia: 34%: França: 6,8%)~. Em relação a Portugal, não há dados precisos. No entanto, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (H.U.C.), 21% dos doentes que iniciaram diálise, em 1995, eram diabé ticos Recebido para publicação. 6 de Setembro de 1997 No iní cio da transplantação. a diabetes meilitus (DM) era considerada contra-indicação absoluta para o transplante renal. Posteriormente. verificou-se que estes doentes podiam ser transplantados com sucesso45 No iní cio dos anos 80. com a introdução da ciclosporina A, os resultados melhoraram substancialrnente6. Em 1986, foi transplantado, nos H.U.C.. o primeiro doente com DM. Mas, foi sobretudo nos ú ltimos anos, coincidindo com a criação. em 1992. da consulta de Transplantação e Diabetes que um maior número doentes diabé ticos tem sido transplantado (figura 1). AI L II 943