150 Recôncavo: Revista de História da UNIABEU, Volume 5, Número 9, Julho - dezembro de 2015 RECÔNCAVO ISSN 2238 - 2127 INFLUÊNCIA BRITÂNICA NO IMPÉRIO: AS PRIMEIRAS EXPLORAÇÕES MINERAIS NA BAHIA Rute Andrade Castro 1 Cristiane Batista da Silva Santos 2 RESUMO Este artigo discute como em meio ao Império brasileiro nasceu a urgente necessidade de buscar riquezas minerais escondidas em nosso subsolo. Desde o início do século XIX já temos notícias de investigações sobre as riquezas geológicas, inclusive com a não rara participação estrangeira, mas no Império isto toma ares oficiais suficientes para levar a uma busca sistemática, amparada por financiamentos, leis e decretos. A Bahia participou deste momento da história nacional, pois foi detectado em algumas regiões – das quais o sul, sobretudo o entorno da vila de Maraú, se destaca – reservas de carvão de pedra, xisto, turfa etc. Muitos brasileiros vislumbraram esta necessidade e oportunidade, solicitando diversas autorizações ao governo e mantendo com a Câmara de Maraú numerosa correspondência reveladora de como todo este processo se dava. Além deles, também muitos estrangeiros, dentre os quais os ingleses são dignos de nota, se interessaram pela exploração. Assim, surge a Usina da Companhia Internacional de Maraú, fruto da concessão imperial inicial a Edward Pellew e do empreendedorismo de homens como John Grant, maior nome a ela ligado. Dialogando com uma farta documentação, este artigo tematiza experiências de ingleses, migrantes e ex-escravos, ao final do Oitocentos. Palavras-chaves: Império; ingleses; petróleo. 1 Mestrado em Cultura, Memória e Desenvolvimento Regional pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Professora da Universidade do Estado da Bahia. 2 Doutorado em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia – UFBA. Professora da Universidade do Estado da Bahia. brought to you by CORE View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk provided by Uniabeu: E-Journals