XX Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica IX Simpósio Brasileiro de Mecânica das Rochas IX Simpósio Brasileiro de Engenheiros Geotécnicos Jovens VI Conferência Sul Americana de Engenheiros Geotécnicos Jovens XI Congresso Luso Brasileiro de Geotecnia 23 a 26 de Agosto de 2022 – Campinas – SP Contribuição ao Estudo do Embuchamento de Estacas de Aço em Argila Mole. Victor Lisboa Silveira Engenheiro Geotécnico, Vale, Rio de Janeiro, Brasil, victor.silveira@coc.ufrj.br Francisco de Rezende Lopes Professor, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, flopes@coc.ufrj.br Graziella Maria Faquim Jannuzzi Professora, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, jannuzzi@poli.ufrj.br Fernando Arthur Brasil Danziger Professor, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, danziger@coc.ufrj.br RESUMO: Este trabalho busca contribuir para entendimento do comportamento de estacas de aço cravadas em argilas moles, em particular na questão do embuchamento. Este fenômeno, em que o solo adere fortemente à estaca, faz com que a ruptura ocorra não na interface aço-solo, mas em uma área envolvente. Foram ensaiadas estacas modelo com três seções transversais diferentes: tububular (circular), quadrada e H, as duas primeiras com pontas abertas. As estacas foram cravadas em um campo experimental de argila mole, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil. As estacas foram cravadas e em seguida extraídas a velocidade constante com uma máquina de ensaios CPTu. Os ensaios forneceram curvas carga-deslocamento nas fases de cravação e extração. Após a cravação pôde-se medir a bucha formada nas estacas circular e quadrada; na estaca H, a bucha tambem pôde ser caracterizada. O registro contínuo da força de cravação indicou profundidades prováveis de formação da bucha e forneceu valores de atrito lateral unitário e resistência da ponta. Uma comparação dos registros da carga de cravação com os resultados obtidos de CPTu permitiu perfis da resistência ao cisalhamento não drenada, Su, revelados pelos diferentes ensaios. PALAVRAS-CHAVE: Fundação em estacas, Estacas de aço, Estacas H, Embuchamento de estacas, Ensaio de Piezocone, Argilas moles. ABSTRACT: The paper seeks to contribute to the understanding of the behavior of steel piles jacked into soft clays, in particular on the issue of plugging. This phenomenon, in which soil adheres strongly to the pile, causes failure to occur not at the steel-soil interface but at an enveloping area. Model piles were tested with three different cross-sections: pipe (circular), square and H, the first two open-ended. The piles were jacked at Sarapui II soft clay test site in the Metropolitan Region of Rio de Janeiro, Brazil. The piles were jacked and then extracted with constant rate. The tests provided load-displacement diagrams in both driving and extraction phases. After extraction, it was possible to measure the plug formed in the pipe and square piles; in the H pile, a plug could also be observed. The continuous record of the jacking force indicated probable depths of plug formation and provided values of unit side friction and tip resistance. A comparison of the jacking load records with CPTu results allowed profiles of the undrained shear resistance, Su, revealed by the different tests. KEYWORDS: Pile foundations, Steel piles, H piles, Pile plugging, Piezocone test, Soft clays. 1 Introdução Estacas de aço são uma solução comum para fundações profundas, pois são fáceis de manusear, cravar e emendar, sendo a estaca circular (tubular) e o pefil H as mais usadas. Estacas tubulares de ponta aberta tendem a desenvolver bucha a uma certa profundidade e comportar-se, a partir dessa profundidade, como estacas de ponta fechada. Nas estacas H, no entanto, a formação de bucha é mais difícil de prever. Esse fenômeno, em que o solo adere fortemente à estaca, leva à ruptura − não na interface aço-solo − mas em uma https://doi.org/10.4322/cobramseg.2022.0938 ISBN: 978-65-89463-30-6 7458