http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude ISSN on-line1984-7513 DOI: 10.4025/ciencuidsaude.v21i0.61823 ARTIGO ORIGINAL Cienc Cuid Saude. 2022;21:e61823 *Discente de Enfermagem. Universidade Estadual de Maringá. Maringá (UEM), PR, Brasil. Email: marisbelabb@gmail.com . ORCID iD: https://orcid.org/0000-0001-7166-4320. **Enfermeira. UEM. Maringá, PR, Brasil. Email: amandadesouzag@gmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0001-5363-315X. ***Enfermeira. Mestranda em Enfermagem. UEM. Maringá, PR, Brasil. Email: samiragrbarbosa@live.com. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0001-7179-6382 ****Enfermeira. Mestre. Hospital Universitário de Maringá. Chefe de divisão internamento. Maringá, PR, Brasil. Email: suelenbernal_85@hotmail.com. ORCID iD: https://orcid.org/0000- 0002-1327-9261 *****Enfermeiro. Mestre. Docente de Enfermagem na UOP. Presidente Prudente, SP, Brasil. Email: gabrielplantier@hotmail.com. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-2886-7760 ******Enfermeira. Doutora em Enfermagem. UEM. Maringá, PR, Brasil. Email: tfcsrodrigues@gmail.com . ORCID iD: http://orcid.org/0000-0001-7942-4989 *******Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde. Docente de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UEM. Maringá, PR, Brasil. Email: kikanovic2010@hotmail.com. ORCID iD: http://orcid.org/0000-0001-9825-3062. VIVÊNCIA DE CUIDADORES INFORMAIS NA TRANSIÇÃO DE PAPÉIS APÓS O PROCESSO DE DESOSPITALIZAÇÃO Marianna Brisola Bernardi* Amanda de Souza Gonçalves** Samira Goldberg Rego Barbosa*** Suelen Cristina Zandonadi Bernal**** Gabriel Mendes Plantier***** Thamires Fernandes Cardoso da Silva Rodrigues****** Cremilde Aparecida Trindade Radovanovic******* RESUMO Objetivo: apreender as vivências de cuidadores informais de pessoas dependentes no processo de transição de papéis após a desospitalização. Método: estudo descritivo, exploratório, qualitativo, realizado com cuidadores informais de pessoas dependentes que participaram de um protocolo de instrumentalização para alta. A coleta de dados ocorreu com 10 participantes da região sul do país, entre julho e agosto de 2021, por meio de entrevistas conduzidas no domicílio. Para a organização dos dados, utilizou-se o software IRAMUTEQ ® . A análise se ancorou na Teoria das Transições. Resultados: os resultados abordaram o processo de transição situacional de cuidadores informais, emergindo três classes finais: Classe 1 - Dificuldades no cotidiano de cuidados com a pessoa dependente; Classe 2 Significados atribuídos à transição de papéis; e Classe 3 (Des)Continuidade do cuidado após a alta hospitalar. Considerações finais: pôde-se apreender que as vivências foram permeadas por fatores inibidores, de modo que os significados atribuídos a essa experiência se associaram às dificuldades com a transição para o papel de cuidador. O enfermeiro desempenhou papel de facilitador no processo de transição situacional, ao acompanhá-los, orientá-los e capacitá-los para o desenvolvimento de novas habilidades. Palavras-chave: Cuidadores. Alta do Paciente. Cuidado Transicional. Cuidados de Enfermagem. INTRODUÇÃO O cuidador informal é definido como a pessoa que dispensa cuidados a outras pessoas dependentes, muitas vezes sem receber remuneração financeira e sem possuir formação profissional para realizá-lo. No evento de adoecimento de uma pessoa e ocorrendo incapacidades que resultam em dependência, um dos integrantes da família geralmente assume a responsabilidade e o papel de cuidador. Considera-se que 80% do total de horas de cuidado são realizados por esses familiares ou pessoas que exerçam o cuidado informal (1) . Tornar-se cuidador consiste em um papel exigente, cujas responsabilidades abarcam desde a assistência nas atividades de vida diária, gerenciamento de medicamentos até a coordenação de cuidados de saúde, além do próprio autocuidado, podendo se estender por um longo período, o que pode impactar negativamente o seu bem-estar e saúde (2) . Ao se confrontarem com a nova realidade, os cuidadores informais, frequentemente, não se sentem preparados para assistir seu familiar, o que resulta em frustrações, medo e sentimento de perda do controle da própria vida, facilitando o desenvolvimento de depressão e/ou ansiedade (2) . A literatura demonstra que os cuidadores assistem seus familiares sem orientação adequada e, em sua maioria, estão sozinhos nas tarefas para o cuidado (3) . Nesse contexto, o processo de transição em se tornar um cuidador implica aprender a