ÓLEOS ESSENCIAIS NO MANEJO FITOSSANITÁRIO DE GÉRBERA Mariana Thomas JOB 1 , Fernanda LUDWIG 2 1 Bolsista de iniciação científica INICIE. Curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia. Unidade em Santa Cruz do Sul. Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS); 2 Profa. Orientadora. Unidade Santa Cruz do Sul. Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) E-mails: mariana-job@uergs.edu.br; fernanda-ludwig@uergs.edu.br Resumo O manejo fitossanitário é fator limitante para a cultura da gérbera. O objetivo do trabalho foi avaliar os óleos essenciais no manejo fitossanitário de gérbera envasada. Os tratamentos foram: água deionizada, óleos essenciais de tomilho (Thymus vulgaris), canela (Cinnamomum zeylanicum), capim-limão (Cymbopogon citratus), hortelã-pimenta (Mentha piperita) e melaleuca (Melaleuca alternifolia). Foram avaliados o número de folhas, O DIÂMETRO DE PLANTA, A PORCENTAGEM DE FOLHAS DOENTES E ATRIBUÍDAS NOTAS REFERENTES AO AVANÇO DA DOENÇA. O número de folhas e o diâmetro de planta não diferiram entre tratamentos. Plantas tratadas com hortelã-pimenta tiveram MELHORES notas na quarta semana e plantas tratadas com capim-limão tiveram a menor porcentagem de folhas afetadas na sétima semana, porém os resultados não se mantiveram ao longo do ciclo, em plantas infectadas por oídio. Conclui-se que os óleos essenciais apresentaram baixa eficiência no manejo fitossanitário de gérbera e sugere-se realizar novos testes com aplicação de maiores concentrações dos óleos essenciais. INTRODUÇÃO Dentre as plantas ornamentais no mercado brasileiro, a gérbera (Gerbera jamesonii) tem se destacado fortemente, sendo de grande importância econômica para a floricultura (SANTOS et al., 2015). A espécie é originária da África do Sul (MERCURIO, 2002) e pertence à família Asteraceae, constituída por inflorescências terminais na forma de capítulo e folhas ligeiramente recortadas, dispostas em roseta (INFOAGRO, 2008). Está entre as dez flores mais comercializadas no Brasil e entre as três principais flores de corte, devido à grande variedade de cores disponíveis (DURIGAN, 2009), além da versatilidade de cultivo, que vai desde o uso em jardins, vasos e flor de corte. Originalmente, apresenta as cores amarela, laranja, branca, rosa, vermelha e violeta (CARDOSO; SILVA, 2013), ampliadas em função das seleções e melhoramento genético. Fatores como o manejo nutricional e fitossanitário são os mais limitantes para a cultura, afetando substancialmente a qualidade final da planta. A ocorrência de pragas e doenças, favorecida pelas condições dos cultivos protegidos, diminui a rentabilidade da atividade (SULZBACH et al., 2012; OTT et al., 2012), afetando a produção e o aspecto das inflorescências, tornando-as inviáveis para a comercialização (STADNIK, 2000). Considerando que os sintomas do ataque de pragas e doenças são observados em inflorescências e folhas de plantas de gérbera envasada, e que a valorização está diretamente associada a qualidade estética das plantas, é importante evitar o aparecimento dos agentes causadores, através de medidas preventivas.