Congresso Construção 2007 - 3.º Congresso Nacional 17 a 19 de Dezembro, Coimbra, Portugal Universidade de Coimbra SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS EM ALVENARIA João P. Gouveia 1 , Paulo B. Lourenço 2 , e Graça Vasconcelos 3 1 Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, Coimbra, jopamago@isec.pt 2 Universidade do Minho, Guimarães, pbl@civil.uminho.pt 3 Universidade do Minho, Guimarães, graca@civil.uminho.pt Resumo Considera-se oportuno nesta comunicação apresentar um conjunto de considerações sobre Alvenaria Estrutural, uma vez que esta tecnologia construtiva não tem merecido a devida atenção por várias entidades responsáveis pela construção em Portugal. Verifica-se que a quase totalidade de edifícios de habitação, independentemente da sua tipologia, é executada por recurso a estruturas e processos de construção baseados pela tecnologia do betão armado, recorrendo normalmente a estruturas porticadas com posterior preenchimento com panos de alvenaria, e onde a sua quantificação é tomada em consideração apenas como parcela de custos na fase de orçamentação. Assim, pretende-se fazer referências a vantagens e desvantagens da construção em alvenaria estrutural e da sua execução, bem como apresentar sistemas e soluções construtivas em alvenaria simples, confinada e armada. Pretende-se ainda referir materiais e algumas exigências construtivas bem como apresentar detalhes de execução considerados essenciais para uma implementação prática credível em Portugal. Palavras-chave: Alvenaria, Soluções construtivas, Tecnologia, Regulamentação. 1 Introdução A utilização de soluções construtivas em alvenaria e a sua adequação em função dos benefícios económicos, construtivos ou de habitabilidade não é apenas uma necessidade actual nem somente uma necessidade nacional. De facto, esta inovação na arte de melhor construir vem dos tempos dos povos primitivos, ou seja a séculos a.C.. 1.1 Fases históricas A história mostra por sua natural evidencia a evolução de cavernas, grutas, calçadas, a consequente construção de edifícios, palácios, catedrais, pontes e viadutos, estando muitas destas obras ainda hoje visíveis e com desempenho estrutural considerado satisfatório. Não existiam escolas de engenharia nem processos de divulgação interactiva das inovações e das novas técnicas construtivas que se iam desenvolvendo, adaptando e surgindo. As regras de "cálculo" eram baseadas na experiência, na prática