11 FUNÇÕES DOS GESTOS FACIAIS NA PROSÓDIA AUDIOVISUAL Manuella Carnaval Luma da Silva Miranda João Antônio de Moraes Albert Rilliard INTRODUÇÃO Há , no estudo da entoação, um crescente interesse por uma abor- dagem que contemple a relação entre gestos e prosódia (LEVINSON; HOLLER, 2014), o que se convencionou chamar de prosódia visual (GRAF et al., 2002; KRAHMER et al., 2002a; 2002b; KRAHMER; SWERTS, 2004; 2005; 2006; 2009). Segundo Kendon (2004), entende-se o gesto como uma ação, quando ele é produzido como um enunciado ou par- te de um enunciado. Embora exista uma variedade de tipos de gestos (corporais, manuais, faciais etc.) e de suas funções (MCNEILL, 1992; 1997), este capítulo se volta para aqueles que são produzidos concomi- tantemente com a fala, isto é, os chamados co-speech gestures ou ges- tos que acompanham a fala (WAGNER; MALISZ; KOPP, 2014). Nos estudos multimodais da fala, sabe-se que, em uma língua de modalidade oro-auditiva, os gestos não têm propriedades sintáticas