- Revista EDUCAmazônia - Educação Sociedade e Meio Ambiente, Humaitá, LAPESAM/GISREA/UFAM/CNPq/EDUA ISSN 1983-3423 IMPRESSA ISSN 2318 8766 CDROOM ISSN 2358-1468 - DIGITAL ON LINE 6 Vol XXV, jul-dez, 2020, pág. 6-12 APRESENTAÇÃO: RECONHECIMENTO, IDENTIDADES EM MOVIMENTO, AMBIENTE, CONFLITOS E PERSPECTIVAS EDUCACIONAIS DIFERENCIADAS Jordeanes do N. Araújo Suellen Andrade Barroso Desde Durhkeim, Marx e Weber até os dias atuais experienciamos o tempo da crítica social. Com efeito, um sobrevôo por sobre a crítica dos clássicos, assim também como por sobre as análises benjaminianas a respeito da Modernidade, da Teoria do Reconhecimento, demonstra que o discurso filosófico e crítico sobre alguns conceitos clássicos e modernos, conferiu-lhe um ar de liberdade, a expressão de liberdade da subjetividade. Esta expressão passou a determinar de modo amplo as configurações da cultura que emergiram da dissociação do passado. Ao mesmo tempo, a moral ganhava autonomia mediante leis universais, o que permitia aos agentes sociais o reconhecimento de suas liberdades subjetivas. No entanto, se a ciência a que chamamos Sociologia nasce como uma “narrativa sobre a modernidade” (RITA FELSKI,1995), o mundo contemporâneo observou transformações sociais, culturais e políticas que demandaram novos olhares e novas teorias sociais capazes de dar conta da complexa sociodiversidade humana e das reverberações decorrentes desse fenômeno. Observa-se que nas últimas décadas a perspectiva de uma transformação radical da sociedade, em termos de emancipação, afastou-se gradativamente do alcance das pessoas. Se é verdade que houve mudanças significativas em direção a uma sociedade mais justa (no que diz respeito, por exemplo, a temas como o reconhecimento das diferenças culturais, de identidades em movimentos, grupos étnicos, direitos LGBTQ+), é do mesmo modo verdadeiro que, paralelamente, verificaram-se retrocessos relativos a questões de justiça distributiva (quer em termos de retração do Estado de bem-estar social e de retirada de direitos sociais garantidos constitucionalmente; quer em termos de distribuição de renda e riqueza, em nível global e em nível local nos diferentes países; quer em termos de mobilidade social). Cotejando com Habermas, a modernização do mundo da vida não foi determinada apenas pelas estruturas da racionalidade como um fim último. O conceito de modernização se refere a um conjunto de processos cumulativos e de reforço mútuo: