Imagem como identidade Paulo Cezar Barbosa Mello, Ph.D. Estágio pós doutoral no PPGEAHC – UPM 1 pcmello@gmail.com Introdução É preciso compreender o mundo e a sociedade em que se habita com olhar relativo à sua contemporaneidade. Em um século de desenvolvimento, por exemplo, imbricam-se muitas camadas, sem que, necessariamente a anterior seja abandonada ou ignorada. O fator humano é, ao menos nesta reflexão, a chave da asserção acima. Muitos dos hábitos foram transformados, mas, ainda, trazem resquícios de épocas passadas. Pessoas imigradas espontânea ou coercitivamente geraram novas concepções e convicções; no entanto, isso se deu ao longo de diversos eventos marcantes. Ao delimitar o presente ensaio aos 100 anos propostos – 1922 a 2022 – diversas são as abordagens possíveis. Então, o que nos interessa de “mar de possibilidades” é discutir as mudanças urbanas que criam identidade social local. Destaca-se que essa contenção é também o recorte da pesquisa em andamento que trata sobre as intervenções urbanas como reflexo de expansão socioterritorial: o debate sobre as transformações urbanas, seus habitantes e, sobretudo, os hábitos criados e transformados (lembrando que esses não somem, apenas adequam-se aos novos tempos). Nesses 100 anos, coloca-se como evento mais evidente, especialmente na linha argumentativa aqui pressagiada, a Semana de Arte Moderna de 1922. Quais foram suas contribuições? As ideias e seus desdobramentos ali apresentados foram, de fato, os catalizadores de transformação nas artes e nas formas de se perceber ou comunicar, dentro da urbe? A arena de debate é grande e densa. Frases feitas e de efeito histórico apontam um saldo transformador, positivo, crítico e, acima de tudo, instigante. Porém, diga-se que nem tudo é resultado apenas deste acontecimento. Ao fazer o exercício de caminho inverso, tem-se algumas interpretações divergentes. Estágio supervisionado pela Profª Drª Rosana Schwartz 1