Teores de Micronutrientes no Solo no Cultivo da Mangueira com Diferentes Sistemas de Culturas e de Preparo Izana Vasconcelos Moura de Oliveira (1) ; Vanderlise Giongo (2) ; Alessandra Monteiro Salviano Mendes (2) ; Davi José Silva (2) ; Tony Jarbas Ferreira Cunha (2) ; Wilis Neiva Pires (1) (1) Estudante do Curso de Ciências Biológicas da UPE; Bolsista da Embrapa Semiárido. Embrapa Semiárido, Caixa Postal 23, 56302-970, Petrolina, PE. izanavasconcelos@gmail.com (2) Pesquisador; Embrapa Semiárido; BR 428, Km 152, C.P. 23, Zona Rural, Petrolina-PE, CEP 56.302-970; vanderlise@cpatsa.embrapa.br , amendes@cpatsa.embrapa.br , davi@cpatsa.embrapa.br , tony@cpatsa.embrapa.br . RESUMO Os teores e a disponibilidade de micronutrientes podem ser alterados em função do manejo do solo. Tecnologias associadas às práticas culturais e mecânicas que alteram o teor de matéria orgânica, pH e própria ciclagem devem ser monitoradas quanto ao seu efeito sobre os teores de micronutrientes do solo. Com isso, o objetivo deste trabalho é verificar o efeito de culturas intercalares e dos sistemas de manejo no solo nas características químicas do solo, com ênfase nos teores de Cu, Zn, Fe e Mn. O estudo foi realizado em um experimento de longa duração, em Petrolina – PE, em ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico plíntico, textura média/argilosa. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, em esquema fatorial 3x2, que compreendem três sistemas de culturas intercalares (75% leguminosas + 25% gramíneas; 75% gramínea + 25% leguminosas e vegetação espontânea) e dois sistemas de preparo do solo (não revolvimento e revolvimento). Após o segundo cultivo do coquetel vegetal foi realizada a amostragem do solo estratificada, na linha das mangueiras, nas seguintes profundidades: 0- 5; 5-10;10-20; 20-40 cm para determinação teores de Cu, Zn, Fe e Mn. O cultivo de culturas intercalares e o manejo do solo não afetam os teores de Cu, Zn, Fe e Mn nas camadas superficiais. Diferenças nos teores de micronutriente em profundidade sugerem a análise das taxas de adição e ciclagem proveniente do sistema radicular. Palavras-chave: coquetel vegetal, adubo verde, semiárido, preparo de solo. INTRODUÇÃO A semeadura de adubos verdes na forma de coquetéis vegetais é uma alternativa que vem sendo estudada, para agricultura irrigada para inferir sustentabilidade ao cultivo de mangueira. O coquetel vegetal consiste na semeadura de uma mistura de sementes de várias espécies e famílias, incluindo, leguminosas, gramíneas, oleaginosas, entre outras. Os efeitos promovidos pela adubação verde nas propriedades químicas do solo são bastante variáveis, dependendo da espécie utilizada, do manejo dado à biomassa, da época de plantio e o corte do adubo verde, do tempo de permanência dos resíduos no solo, das condições locais e a da interação entre esses fatores (Alcântara et al. 2000). Entre estes fatores, podemos descrever a forma de incorporação destes no solo. O não revolvimento do solo, aliado à adição de carbono orgânico, por meio do cultivo de adubos verdes e à manutenção dos resíduos sobre o solo, condiciona uma decomposição/mineralização lenta e gradual desses resíduos, liberando compostos orgânicos que estimulam a formação e a estabilidade dos agregados no solo, melhorando a sua estrutura (Corazza et al., 1999). A velocidade de liberação de nutrientes desses resíduos culturais durante o processo de decomposição depende da localização e da forma em que esses nutrientes se encontram no tecido vegetal. Além disso, outros fatores são relacionados com a decomposição de resíduos vegetais adicionados ao solo, tais como: a atuação de macro e microrganismos decompositores, as características do material orgânico que determinam sua degradabilidade e as condições edafoclimáticas da região (Correia e Andrade, 1999). Assim, todas essas interações entre fatores bióticos e abióticos, com o cultivo dos coquetéis vegetais e o revolvimento ou não do solo podem alterar o teor de micronutrientes no solo. Diante do exposto, objetivo deste trabalho é verificar o efeito dos coquetéis vegetais e dos sistemas de manejo no solo nas características químicas do solo, com ênfase nos teores de Cu, Zn, Fe e Mn. MATERIAL E MÉTODOS – O estudo foi realizado em um experimento de longa duração, instalado em maio de 2008, com o plantio da mangueira cv. Kent no Campo Experimental de Bebedouro (latitude 09 0 09‘S, longitude 40 0 22‘W e altitude 365,5 m), pertencente à Embrapa Semiárido, em Petrolina – PE. O solo do local é classificado como ARGISSOLO VERMELHO- AMARELO Distrófico plíntico, textura média/argilosa relevo plano. O clima da região se enquadra como BSwh, segundo a classificação proposta por Köppen, com temperatura média anual em torno de 26,8ºC, precipitação