1 Transição para a vida adulta em distintos contextos de desenvolvimento: Brasil e Espanha em perspectiva * Joice Melo Vieira ♣ Palavras-chave: Resumo A transição para a vida adulta pode ser descrita como o processo de passagem da infância para o estado adulto. A duração deste período – se curto ou longo – o significado e os marcos transicionais podem ser variados. Porém, ainda que existam importantes variações culturais e sócio-econômicas que influenciam diretamente o calendário e as condições em que se realiza a transição para a vida adulta, um dado universal é que consiste em um câmbio de status social. Em toda parte, em algum momento o indivíduo deixa de ser caracterizado pela dependência e necessidade de suporte e apoio – próprios da condição infanto-juvenil – para ascender a uma nova condição de indivíduo emancipado e autônomo, absorvido e adaptado ao sistema de produção e reprodução social. Mudanças de status como aquela de estudante a trabalhador, de membro dependente de um domicílio a chefe de domicílio, de solteiro à pessoa em união, de filho (a) a pai ou mãe, são eventos que implicam assumir novos papéis e responsabilidades e, por isso, são costumeiramente tomadas como indicativo de entrada na vida adulta. O objetivo deste trabalho é buscar especificidades da transição para a vida adulta em um país em desenvolvimento como o Brasil pelo contraste com um país desenvolvido, no caso, a Espanha. Utilizamos neste estudo dados censitários brasileiros (1980 e 2000) e espanhóis (1981 e 2001) disponibilizados pela Integrated Public Use Microdata Series-International (IPUMS), concebido e administrado pelo Minnesota Population Center da Universidade de Minnesota. A metodologia empregada foi a de análise de entropia de combinações de status de coortes sintéticas. * Trabalho apresentado no III Congresso da Associação Latino Americana de População, ALAP, realizado em Córdoba - Argentina, de 24 a 26 de Setembro de 2008. ♣ Núcleo de Estudos de População (NEPO), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), São Paulo, Brasil. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). E-mail: jmvieira@nepo.unicamp.br