Avaliação química-biológica de Tarenaya spinosa Francisco Eduardo Arruda Rodrigues 1 , Manoel Dantas Barbosa 1 , Tathilene Bezerra Mota Gomes 2 , Erika Alves de Sousa Lins 3 , Ironeide Emídio de Jesus 3 , Natália de Sousa Ribeiro 3 . 1 Pesquisador Prof. Dr. em Química. Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba. e-mail: eduardo.ifpb@gmail.com 1 Pesquisador Prof. Dr. em Química. Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba. e-mail:manoel.dantas@ifpb.edu.br 2 Pesquisadora Colaboradora em Química. Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba. e-mail: tathilene@gmail.com 3 Graduanda de licenciatura em Química. Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba . PIBICT. e-mail: erika_k_a@hotmail.com 3 Graduanda curso de licenciatura em Química. Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba . e-mail: ironeidepb@hotmail.com 3 Graduanda de licenciatura em Química. Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba . PIBICT. e-mail: natalia149@hotmail.com Resumo: O estudo fitoquímico de Tarenaya spinosa, conhecida popularmente como mussambé, foi iniciado com a identificação dos compostos voláteis das folhas, tendo como constituintes majoritários o óxido de cariofileno com 34,22% e o óxido de humuleno com 22,6 %. A atividade antioxidante dos extratos dos talos e raízes apresentou uma capacidade de captura de 91,9 % e 90,9 % respectivamente, dos radicais livres sob uma concentração de 1 mg/mL. Porém, a atividade larvicida frente às larvas do Aedes aegypti não apresentou resultado satisfatório, CL 50 > 100 ppm.Os extratos de T. spinosa foram submetidos a testes biológicos frente as larvas do Aedes aegypti, principal vetor da dengue. Palavraschave: aedes aegypti, mussambê, óleo essencial 1. INTRODUÇÃO A preocupação com a cura de doenças sempre se fez presente ao longo da história da humanidade. A utilização de plantas medicinais tornou-se um recurso terapêutico alternativo de grande aceitação pela população e vem crescendo junto à comunidade médica, desde que sejam utilizadas plantas cujas atividades biológicas tenham sido investigadas cientificamente, comprovando sua eficácia e segurança (CECHINEL, 1998). A Organização Mundial de Saúde estima que 65-80% da população dos países em desenvolvimento dependem das plantas medicinais como única forma de acesso aos cuidados básicos de saúde (WHO, 1998). A espécie em estudo pertence a família Capparaceae que abrange 50 gêneros e 700 espécies ocorrendo em trópicos e subtropicos do hemisférios norte, sul e no Mediterrânio. No Brasil está representada por 9 gêneros e 46 espécies. Economicamente tem utilização hornamentais, medicinais e na alimentação (RIBEIRO et al, 1999). A Tarenaya spinosa (jacq.) Raf. citada também na literatura como Cleome spinosa é conhecida populamente como mussambé, é uma especie herbácea que se desenvolve no Brasil nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. Apresenta como caracteristicas um caule cilidrico de coloração verde com muitas ramificações, apresentando espinhos. Folhas alternadas helicoidais, pecioladas, limbo recortado profundamente em 4, 5, 6 ou até 8 segmentos, simulando uma folha composta. As Flores se apresentam com 4 sépalas livres, corola com 4 pétalas livres de unha desenvolvida, dispostas em um só lado da flor e de coloração branca, androceu com estames de filetes róseos muito longos e anteras levemente curvas, gineceu com ovário alongado e estigma globoso. Fruto seco do tipo síliqua alongada. Pode ser diferenciada das espécies afins pelas flores de coloração branca e pelas folhas com maior número de segmentos (MOREIRA, 2011). O mussambé tem utlização na médicina alternativa como tônico digestivo, no tratamento de doenças respiratorias como asma, bronquite, tosse e também em otite sapurada, dor de cabeça, feridas, entre outros. Segundo relatos da literatura seus extratos apresentam uma vasta diversidade estrutural como: terpenos e finilpropanóides. Atentando-se a relevância da química de produtos naturais é de vital importância a identificação das substâncias voláteis presentes no óleo essencial de T. spinosa, assim como a avaliação biológica dos extratos frente as larvas do Aedes aegypti, principal vetor da dengue.