A Filosofia e a consciência crítica: o papel do educador como um incentivador do aluno a libertar-se das amarras sociais. Lucas Santos Daniel 1 Olhando a educação pelos olhos de Platão, Marilena Chauí, István Mészáros e Paulo Freire. O texto “O mito da caverna”, escrito pelo filósofo grego Platão, trata- se de um diálogo travado entre Sócrates e Glauco, publicado em “A República”. A obra tem como principal objetivo apresentar à sociedade a busca pela verdade e a importância do conhecimento. Além disso, o autor permite ao leitor a entender e refletir, que o nosso cotidiano tem de nos prender e massificar, e com o texto, ele mostra a profunda necessidade do ser humano libertar-se das amarras impostas pelos ideais massificadores. A obra descreve indivíduos como prisioneiros acorrentados, que vivem em uma caverna escura, a qual representa um mundo de ilusões. As sombras presentes dentro da caverna, reproduzidas pela iluminação da fogueira, são representadas como a única referência para aqueles seres, os quais são impedidos de enxergar a realidade externa desde seus nascimentos. Platão, para dar sentido ao seu diálogo, usa de argumento, que esses prisioneiros representam os seres humanos que não buscam percepções diferentes, e baseiam- se, apenas pelos outros. Essa alegoria nos convida a pôr em prática a reflexão sobre os limites que são depositados a nós, e a indagarmos se realmente somos livres. O autor além de evidenciar essas questões, também propõe um caminho para emancipar e pluralizar nossos ideais. Podemos ver a vertente ao ser representado que um dos prisioneiros saiu da caverna, ou seja, quando ele se depara com uma nova realidade de mundo, e observa que ambos eram apenas ilusões, e percebe 1 Graduando em Licenciatura em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Faculdade de Formação de Professores (UERJ/FFP)