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Determinação in vitro do potencial de produção de metano e dióxido de carbono
de líquido ruminal proveniente de bovinos de diferentes categorias
E.M. de Oliveira Pereira
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, J. Maria Ezequiel, Bruno Biagioli, e José Feitosa
Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal. UNESP, SP, Brasil
Methane and carbon dioxide production in vitro in ruminal liquid from
different types of bovines fed with total mixed ration
ABSTRACT. The objective of this research was to measure the in vitro methane and carbon dioxide emission potential
by bovines. Six Holsteins with ruminal cannulas were utilized, including two bulls, two steers and two lactating cows.
The animals were fed a diet of 45% corn silage and 55% concentrate composed by corn grain, sunflower meal, soybean
hulls and soybean meal. Gas emission of each dietary component and of the total ration, were evaluated through indivi-
dual incubation in ruminal liquid. The experiment was conduct in four periods, with three animal categories (females,
adult males and steers). Bulls and cows showed similar methane emission values for all the ingredients, denoting similar
emission behavior. However, steers gave lower methane and higher carbon dioxide values for soybean meal and corn
silage, indicating greater fermentation of these ingredients by this type of bovine. It was concluded that there are differences
among the cattle categories regarding methane and carbon gas emission.
Key words: Gas production, rumen, carbon dioxide.
RESUMO. O objetivo deste trabalho foi determinar in vitro o potencial emissivo de metano e dióxido de carbono em
bovinos. Foram utilizados seis bovinos da raça holandesa, canulados no rúmen, sendo dois bois, dois novilhos e duas
vacas em lactação. Os animais receberam dietas composta por 45% de silagem de milho e 55% de concentrado composto
por milho, farelo de girassol, casca de soja e farelo de soja. Foram avaliadas as emissões de gases de cada componente
dietético, assim como da ração total, incubados individualmente em líquido ruminal. O experimento foi conduzido em
quatro períodos, onde os animais foram divididos em três categorias (fêmeas, machos adultos e novilhos). Foi observado
que bois e vacas apresentam valores de emissão semelhantes para todos os ingredientes, indicando mesmo comportamento
emissivo. No entanto, para novilhos foram obtidos valores de metano para farelo de girassol e silagem menores que
aqueles apresentados por bois e vacas e maiores valores de gás carbônico, indicando maior fermentação destes ingredien-
tes. Assim, conclui-se que existem diferenças entre as categorias na emissão do metano e gás carbônico.
Palavras–chave: Produção de gás, rúmen, gás carbônico.
Arch. Latinoam. Prod. Anim. 2006. Vol. 14 (4): 120-127 © 2006 ALPA. Todos los derechos reservados
Introdução
O metano é um produto final normal da fermentação
ruminal e por constituir uma perda no potencial energéti-
co, tem sido estudado por décadas (Howden e Reyenga,
1999).
Sua produção é diretamente proporcional à
concentração de H
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dissolvida. Portanto, deve-se buscar
impedir o acesso a estes prótons pelos organismos
metanogênicos através da otimização de sua utilização.
Isto pode ser obtido pela redução da liberação fosforilástica
de H
2,
promovendo a oxidação do NAD(P)H em reações
que não transfiram elétrons para as hidrogenases e
promovendo reações não metanogênicas que utilizem H
2
(Hegarty, 1999).
A fermentação anaeróbia que ocorre durante o metabo-
lismo dos carboidratos no rúmen, efetuado pela população
microbiana, converte os carboidratos em ácidos graxos de
cadeia curta, formando principalmente os ácidos acético,
propiônico e butírico. Nesse processo fermentativo, são
produzidos dióxido de carbono e metano, em maior ou
menor quantidade, dependendo da concentração e
proporções relativas dos ácidos produzidos (Lucci, 1997).
Além de serem um indicativo de perdas energéticas, o
metano e o dióxido de carbono, contribuem grandemente
para o agravamento do efeito estufa, uma vez que estes
gases se acumulam sobre na atmosfera e absorvem o calor
produzido na superfície, dificultando sua dissipação para
o espaço exterior.
Pouco se sabe sobre o comportamento emissivo destes
Recibido Julio 16, 2005. Aceptado Julio 20, 2006.
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Autor para la correspondencia, e-mail: expeditapzoo@aol.com