ANAIS 1/16 IMPACTO DOS RECURSOS RELACIONAIS NA CRIAÇÃO DE VALOR PRISCILA LACZYNSKI DE SOUZA MIGUEL ( plsmiguel@gmail.com ) FGV-EAESP - ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO LUIZ ARTUR LEDUR BRITO ( luiz.brito@fgv.br , plsmiguel@gmail.com ) FGV-EAESP - ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO MANOEL ANDRADE DA SILVA REIS ( manoel.reis@fgv.br ) FGV-EAESP - ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO Resumo: A pesquisa almejou verificar o impacto dos recursos relacionais previstos na Visão Relacional (DYER, SINGH, 1998) na criação de valor em díades nos setores de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos e Alimentos e Bebidas, na perspectiva de empresas compradoras. A partir de uma survey com 67 respondentes dessas empresas, foi verificado que a criação de valor na relação é positivamente influenciada pelo alinhamento interorganizacional entre as organizações e o compartilhamento de conhecimento. A partir do aumento do valor criado na relação, o presente estudo também verificou que há um compartilhamento de ganhos entre as partes. Palavras-chave: criação de valor, recursos relacionais, díade comprador-fornecedor INTRODUÇÃO A importância dos relacionamentos colaborativos entre empresas compradoras e fornecedoras tem crescido dentro do campo de operações e no contexto geral da disciplina de administração, com estudos acadêmicos contribuindo para aprofundar o conhecimento e o desenvolvimento da teoria. Na prática, diversas empresas adotaram novas práticas de gestão de suprimentos para melhorar sua performance (COUSINS, LAWSON, SQUIRE, 2006). O princípio que norteia a literatura é de que uma estratégia comum e a adoção de práticas de integração e cooperação entre membros de uma mesma rede resultam em criação de valor e desempenho superior para cada participante e também para a relação como um todo (COOPER, LAMBERT, PAGH, 1997; MENTZER e outros, 2001). Esta relação positiva é suportada por várias correntes teóricas, entre elas a Visão Relacional da Estratégia (DYER, SINGH, 1998) que desenvolve a idéia que os relacionamentos também criam valor, além de reduzir os custos (ZAJAC, OLSEN, 1993). Do ponto de vista empírico, diversos estudos têm sido publicados em diferentes periódicos internacionais de operações, cadeias de suprimentos e também de estratégia, mas a falta de uma análise mais detalhada e integrada dos resultados não permite o avanço do conhecimento sobre relacionamentos estratégicos ou a generalização da teoria (FROHLICH, DIXON, 2006; HUBBARD, VETTER, LITTLE, 1998).