ISBN 978-85-459-0773-2 PRATA COLOIDAL COMO INDUTOR DE FASEOLINA EM HIPOCÓTILOS DE FEIJÃO Larissa Zubek 1 ; Jéssica Brasau da Silva 2 ; Monica Sayuri Mizuno 3 ; Luciane Kawashima Hisano 4 ; Carlos Moacir Bonato 5; Kátia Regina Freitas Schwan-Estrada 6 1 Mestranda no Programa de Pós Gaduação em Agronomia da Universidade Estadual de Maringá Depto. de Agronomia, Maringá, PR, Bolsista CAPES. lari_zubek@hotmail.com 2 Mestranda no Programa de Pós Gaduação em Agronomia da Universidade Estadual de Maringá Depto. de Agronomia/ CCA-UEM, Maringá, PR, Bolsista CAPES. jessicabrasau@gmail.com 3 Graduanda em Agronomia na Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR. Bolsista PIBIC/CNPq/FA/UEM. monica.mizuno@hotmail.com 4 Mestranda no Mestrado Profissional em Agroecologia da Universidade Estadual de Maringá Depto. de Agronomia, Maringá, PR. lucianehisano@hotmail.com 5 Co-orientador, Doutor, Laboratório de Fisiologia e Homeopatia PBC/DBI/UEM Maringá. PR. Bolsista CNPq. cmbonato@hotmail.com 6 Orientadora, Doutora, Laboratório de Controle Alternativo e Indução de Resistência em Plantas a Patógenos PGA/DAG/UEM Maringá, PR. Bolsista CNPq. krfsestrada@uem.br RESUMO A indução dos mecanismos de resistência de plantas a patógenos a partir da utilização de elicitores no controle de fitopatógenos, apresenta-se como importante ferramenta alternativa aos métodos convencionais. Este trabalho objetivou verificar a capacidade indutora de faseolina por diferentes doses de nanopartículas de prata. Os tratamentos foram compostos por cinco concentrações de prata coloidal (1, 2, 3, 4 e 5 %) e os controles água destilada e o indutor comercial Bion®, como controle negativo e positivo, respectivamente. Hipocótilos de feijão estiolados foram segmentados, lavados e colocados sob papel germitest umedecido com água destilada, onde receberam aspersão dos tratamentos, seguido de armazenamento a 25 ºC por 48 horas, no escuro. Após este período os hipocótilos foram pesados e transferidos para tubos de ensaio contendo 10 mL de álcool etílico e armazenados a 4 ºC por 48 horas e então agitados por 1 hora para extração da fitoalexina formada. A absorbância foi determinada a 285 nm em espectrofotômetro. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo Teste de Skott-Knott (p<0,05). As nanopartículas de prata foram efetivas no acúmulo de faseolina proporcionando, na dose 5 %, 1,4 e 2,0 vezes maior acúmulo em comparação com os controles água destilada e o indutor comercial Bion ®, respectivamente. Estes resultados indicam o potencial de nanopartículas de prata na indução dos mecanismos de defesa das planta pela produção de faseolina. PALAVRAS-CHAVE: fitoalexinas, indução de resistência, nanopartículas de prata. 1 INTRODUÇÃO Entre os principais fatores que afetam a produtividade das culturas no país destacam-se as doenças de plantas causadas por bactérias, fungos, vírus e nematoides. No controle destes fitopatógenos o manejo químico, com a aplicação de produtos tóxicos, é o mais utilizado. O controle alternativo de doenças visa contribuir na diminuição do uso de agrotóxicos, diminuindo os impactos causados à saúde humana, animal e sobre as populações alvo (EMBRAPA, 2017). Entre os métodos alternativos a indução de resistência apresenta-se como potencial método de controle, caracterizada pela ativação dos mecanismos de defesa latentes na planta, conferindo proteção a vários microrganismos. Entre os diferentes mecanismos de defesa da planta induzida encontra-se a produção de metabólitos secundários, antimicrobianos denominados fitoalexinas e enzimas relacionadas a defesa (CAVALCANTI et al., 2005). As fitoalexinas são compostos secundários antimicrobianos, caracterizadas em mais de 20 famílias de plantas. Entre as fitoalexinas já caracterizadas, a fitoalexina faseolina do feijoeiro têm apresentado resultados satisfatórios no controle de diversos fitopatógenos, como observado em Durango et al. (2002) e Brand et al. (2008), os quais relacionaram o acúmulo de faseolina ao controle de C. lindemuthianum, utilizando extrato vegetais. Seu modo de ação inclui a desorganização dos conteúdos celulares, ruptura da membrana plasmática e inibição das enzimas fúngicas e consequente diminuição e/ou inibição do crescimento micelial (LO et al., 1996). A resposta de defesa e o acúmulo dos compostos latentes na planta iniciam-se após o reconhecimento de um agente elicitor, o qual pode ser de origem biótica ou abiótica, como extratos ANAIS X EPCC UNICESUMAR – Centro Universitário de Maringá