A IMPORTÂNCIA DAS POLÍTICAS CURRICULARES NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO PARA ATUAR EM ESPAÇOS NÃO-FORMAIS DE EDUCAÇÃO Victória Louise de Paula Santos Carminatti 1 Luana Possebon 2 Oto João Petry 3 Tendo em vista que a formação do sujeito não se dá somente em um espaço e com um determinado grupo social, a prática educativa não se configura como ato que ocorre somente na escola, mas nos demais locais frequentados pelos sujeitos. De acordo com Libâneo (2010), tais espaços podem ser classificados como formais (instituições escolares), não-formais (sindicatos, espaços culturais como museus, agricultura familiar etc.) e informais (empresas, meios de comunicação, igrejas etc.). O tema desta pesquisa volta-se, portanto, à formação do profissional pedagogo para atuar nos diferentes espaços não-formais de educação, com análise, em especial, do programa de formação do curso de Pedagogia da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó. Para compreender como as políticas curriculares do referido curso tratam a atuação do Pedagogo em espaços educativos não escolares, procuramos examinar seu Projeto Pedagógico em duas versões, de 2010 e de 2019, a fim de identificar o perfil do profissional que trabalhará nos espaços não-formais de educação e observar o que propõem as políticas curriculares internas da Universidade sobre o tema. Para tanto, examinamos, em cada documento, as ementas, os objetivos e as referências bibliográficas de cada componente curricular, observando suas diferenças em relação a formação do Pedagogo e as possíveis consequências profissionais. 1 Mestranda em Educação pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó/SC. E-mail: carminatti.victoria@estudante.uffs.edu.br 2 Pedagoga pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó/SC. E-mail: possebonluana@gmail.com 3 PhD em Educação. Professor no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó/SC. E-mail: oto.petry@uffs.edu.br