A máquina do gênero na cultura pop Thiago Soares 1 Gabriela Almeida 2 Resumo: A máquina do gênero é a possibilidade de construção material de identidades, marcadores de diferença e legibilidades generificadas em práticas e produções artísticas e midiáticas, a partir da corporificação de artefatos inorgânicos. Aciona-se, assim, o caráter fabulatório do robô, do ciborgue e do maquínico como possibilidades performáticas para mulheres artistas na cultura pop. A partir de uma metodologia constelacional, obras das artistas Rosalía, Julia Ducournau, Arca e Anne Imhoff revelam como acoplagem (corpo-máquina) e indiscernibilidade (fronteiras de gêneros) são construídas sonora e imageticamente, questionando que políticas de gênero emergem a partir de uma poética da inorganicidade como plataforma expressiva artística e midiática. Palavras-chave: performance; constelação audiovisual; gênero; fabulação; máquina 2 Doutora em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestra em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM-SP e coordenadora do grupo de pesquisa Sense – Comunicação, Consumo, Imagem e Experiência (CNPq). 1 Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal de Bahia (UFBA), mestre em Letras – Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professor e pesquisador do Departamento de Comunicação Social e do Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) onde coordena o grupo de pesquisa em Comunicação, Música e Cultura Pop (Grupop/CNPq). Bolsista Produtividade em Pesquisa 2 do CNPq. Email: thiago.soares@ufpe.br. Vol. 06, N. 21, Set. - Dez., 2023 - http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/rebeh/index 17