R. Inter. Interdisc. Art&Sensorium, Curitiba, v.7, n.1, p. 327 – 333 Jan.- Jun. 2020 327 ÉTICA E ATIVISMO EM PROJETOS DE CURADORIA ARTÍSTICA DOI: https://doi.org/10.33871/23580437.2020.7.1.327-333 Maria Emilia Sardelich 1 REILLY, Maura. Activismo en el mundo del arte: hacia una ética del comisariado artístico. MADRID: Alianza Editorial, 2019. Ativismo curatorial é o conceito cunhado e difundido pela crítica de arte e curadora estadunidense Maura Reilly, em seu livro Activismo en el mundo del arte: hacia una ética del comisariado artístico, publicado em 2019, pela Alianza Editorial, de Madrid, Espanha. A autora é Doutora em História da Arte, pelo Instituto de Belas Artes, da Universidade de Nova York, Estados Unidos. Fundadora do Centro de Arte Feminista Elizabeth A. Sackler, do Brooklyn Museum, também tem se dedicado a atividade acadêmica, como professora de Teoria da Arte, na Tufts University, Massachusetts, Estados Unidos e na Griffith University, em Brisbane, Austrália. É reconhecida como curadora pela Federação Americana de Artes e autora de vários livros, ainda sem tradução ao português, como Women Artists: The Linda Nochlin Reader, de 2015; An Architect’s Eye: The Collection of John Mainwaring, de 2012, Richard Bell: Uz vs. Them, de 2001, entre outros. Activismo en el mundo del arte, conta com prólogo de Lucy Lippard, outra crítica e ativista estadunidense, autora de mais de vinte livros sobre arte contemporânea, sendo apenas um deles, Arte Pop, traduzido para o português. Lippard considera o livro de Reilly, bem como seu trabalho curatorial, como formas de crítica institucional, pela feitura reflexiva que realiza ao expor as estruturas e lógicas de museus e galerias de arte. Desse modo, o livro reúne duas críticas de arte contemporânea com prestígio reconhecido pelo sistema da arte hegemônico, consideradas profissionais influentes por publicações especializadas do eixo Estados Unidos e Inglaterra, como Blouin Artinfo. Com trezentas e vinte e sete páginas, o livro está organizado em prefácio e cinco capítulos. No prefácio, a autora apresenta parte de sua trajetória de formação. Recorda seu período de doutoramento, na década de 1990, quando concomitantemente trabalhou no departamento educativo do Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York. Descreve as atividades que realizava como guia pela coleção permanente do museu e as aprendizagens que essa experiência incomparável lhe ofereceu. Comenta que por ter ocupado a função de guia, poderia apresentar a coleção permanente do MoMA de olhos fechados, seguindo a trajetória histórica organizada por Alfred Barr (1902 – 1981), um dos fundadores e diretores da instituição entre os anos de 1929 e 1943. 1 http://orcid.org/0000-0001-8134-8807. http://lattes.cnpq.br/8436767321723519. Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Brasil. Doutora em Educação, professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Programa de Pós- Graduação em Artes Visuais (PPGAV/UFPB/UFPE). Atua na área de Didática e Ensino de Arte, cursos de Licenciatura, modalidades presencial e a distância. E-mail: emilisar@hotmail.com