A População Escrava no Município de Franca 1836-1888 * Maísa Faleiros da Cunha UNICAMP/IFCH/NEPO Palavras chaves: Demografia histórica, Franca (SP), População Escrava. Introdução São Paulo foi a região do Brasil que conheceu as mais profundas transformações demográficas, ao longo do século XIX, vinculadas principalmente à expansão da cafeicultura. Neste período, a população paulista em geral diversificou e mostrou um grande crescimento. Este, no entanto, não se processou de forma homogênea em todo território da Província. O peso da migração/imigração e do crescimento natural responsáveis por este incremento populacional variaram no espaço e no decorrer do tempo. Parte integrante desse processo, a população escrava, em São Paulo também apresentou variantes em seu crescimento, estrutura e dinâmica ainda não apreendidas em sua totalidade. Na tentativa de resgatar informações que permitam ampliar um pouco mais o conhecimento sobre tais variantes, optamos por estudar a população escrava no município de Franca e ao mesmo tempo, verificar as possibilidades e dificuldades oferecidas por fontes de época como: levantamentos populacionais nacionais e regionais publicados para São Paulo no século XIX registros paroquiais de batismo, almanaques assim como o Recenseamento Geral do Império de 1872 etc. Nosso objetivo é caracterizar a população escrava de Franca e, na medida do possível, verificar suas relações com o contexto sócio-econômico local à luz da bibliografia recente sobre o local e o período e, principalmente, sobre a população escrava. Nosso estudo inicia-se em 1836 - ano de realização do primeiro Levantamento * Trabalho apresentado no XIII Encontro da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, realizado em Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil de 4 a 8 de novembro de 2002.