ESTUDO TOPONÍMICO DOS ENCARTES DA NOVA LUSITÂNIA (1798) Daniel Ribeiro Gomes Di Salvo Tainá Laeta Manoel do Couto Fernandes Paulo Márcio Leal de Menezes Universidade Federal do Rio de Janeiro Resumo A cartografia histórica, como subsídio aos estudos toponímicos, possibilita o conhecimento sobre a organização espacial, por meio da origem e das motivações na denominação dos nomes geográficos; o que, consequentemente, infere sobre a compreensão de características temporais, sociais, econômicas, políticas e culturais de determinado lugar. O objetivo deste trabalho é realizar um estudo toponímico histórico, tendo, como objeto de estudo, a Carta da Nova Lusitânia, de 1798. A importância deste mapa consiste em ser o final do século XVIII marcado pelo processo de decadência açucareira, somando-se às disputas territoriais por terras desta colônia. Sendo assim, este mapa surge da necessidade de se conhecer a extensão e os limites do território desta colônia em sua totalidade. Palavras-chave: cartografia histórica; Toponímia; Nova Lusitânia. Abstract Historical cartography as a subsidy to toponymic studies enables knowledge about the spatial organization, through the origin and motivations in the naming of geographical names, which consequently infers in the understanding of temporal, social, economic, political, cultural characteristics of a given place. The objective of this work is to carry out a historical toponymic study, having as object of study the Nova Lusitânia chart (1798). The importance of this map lies in the fact that the end of the 18 th century was marked by the process of sugar decay and added to the territorial disputes for land in this colony. Therefore, this map arises from the need to know the extension and limits of the territory of this colony in its entirety. Keywords: historical cartography; Toponymy; Nova Lusitânia. BREVE HISTÓRICO DA CARTA DA NOVA LUSITÂNIA carta da Nova Lusitânia está inserida em um contexto de disputas de territórios entre Portugal, Espanha e França, onde os limites antes estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas não eram mais respeitados; e, sendo assim, outros acordos (como o Tratado de Madrid, em 1750) foram realizados para estabelecer novas fronteiras. A situação de declínio da indústria açucareira e a descoberta de novas jazidas de metais preciosos implicaram na necessidade de maior conhecimento sobre o território desta colônia, o que levou à elaboração da carta da Nova Lusitânia. Durante o século XVIII, houve a intensificação da produção do conhecimento científico. Segundo Corrêa-Martins (2011), isto implicou na geração de uma grande quantidade de dados e informações, com relação à astronomia, à geografia e à hidrografia; nos documentos históricos cartográficos. Estes conhecimentos levaram a um grau de precisão de informações representadas A