1 Maior, mais rápido, mais alto: Rio de Janeiro e São Paulo, duas cidades superlativas nas revistas de arquitetura de língua alemã dos anos quarenta e cinqüenta do século XX Márcio Correia Campos Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia - UFBA Rua Caetano Moura, 121, Federação Salvador, Bahia 40.210-350 Endereço particular: Rua Prof. Severo Pessoa, 59-E, Edf. Lígia, apt. 202, Federação Salvador, Bahia 40.210-700 marcioccampos@hotmail.com O ritmo frenético de crescimento das cidades brasileiras nos quinze anos seguintes ao final da Segunda Guerra Mundial não foi deixado de lado pelas revistas de arquitetura de língua alemã. Rio de Janeiro e São Paulo são descritas por estes periódicos como grandes canteiros de obra, alucinantemente verticalizadas para fornecer espaço a um crescimento demográfico aceleradíssimo, onde são construídos edifícios que têm como uma das características principais o seu tamanho colossal. Acompanhada de outros elementos, como a idéia de cidades construídas no meio da floresta ou marcadas por uma insegurança que faz os seus habitantes morarem em arranha-céus, esta imagem das cidades brasileiras por um lado não deixa de ser levada em consideração como um modelo possível de ser incorporado ao debate arquitetônico europeu à época, por outro pode ser entendida como índice de integração de alguns de seus autores na sociedade brasileira. Rio de Janeiro – São Paulo – Revistas de arquitetura de língua alemã Nas reportagens publicadas nas revistas de arquitetura de língua alemã nos anos quarenta e cinqüenta é recorrente um reconhecimento de uma desinformação básica sobre a produção arquitetônica brasileira. Com este espírito são apresentados vários edifícios construídos no Brasil na série de reportagens assinadas por Hans Schoszberger em Bauwelt e intitulada "Um olhar para além das fronteiras", é aberta a reprotagem também de 1950 publicada na revista Werk sobre o edifício da Sotreq dos irmãos Roberto ou ainda o comentário de 1952 da revista Pesquisar