XVIII Semana da Agronomia/ II Encontro Regional dos Estudantes de Agronomia Agroecologia e extensão rural no município de Paulo Afonso – Bahia: um relato de experiência técnica Raví Emanoel de Melo 1* 1 Mestrando em Produção Agrícola, Universidade Federal do Agreste de Pernambuco/UFAPE – Garanhuns, Pernambuco, Brasil. *raviengagronomo@gmail.com Resumo – O município de Paulo Afonso se constitui em uma região com vários agricultores familiares que praticam a agroecologia, tendo papel fundamental na tecnificação do produtor, o que refletirá na produção agrícola. Objetivou-se com esse trabalho relatar a experiência do discente na assistência técnica e extensão rural realizada no estágio obrigatório no município de Paulo Afonso - Bahia. O presente estágio foi realizado na Ong Agendha, que é focada no âmbito das relações agroecológicas, socioprodutivas, socioeconômicas e de gênero, desenvolvendo para isso serviços de ATER pública e gratuita para atender a agricultura regional. O estágio teve início no dia 24 de novembro de 2020 e término em 10 de fevereiro de 2021, nos quais foram cumpridas 8 horas/dia. No andamento do estágio realizou-se, atividades na Estação Ecológica do Raso da Catarina - ESEC e serviços de ATER em propriedades rurais. Estas visitas relacionadas a Esec tinham o objetivo de coleta de material botânico e práticas de manejo florestal. Em relação a ATER, as visitas eram pautadas na detecção dos problemas existentes e recomendações em relação ao sistema de cultivo. Estagiar na Ong Agendha além de alavancar o conhecimento obtido na academia, colaborou de forma exponencial para o crescimento pessoal e profissional. Palavras-chave: ATER; território de Itaparica; semiárido; relações agroecológicas. Introdução O município de Paulo Afonso, possui uma área aproximada de 1.700,4 Km 2 e se localiza na região semiárida do Estado da Bahia, na Microrregião do Sertão do São Francisco (Silva et al., 2000). Se constitui em região com vários agricultores familiares que praticam agroecologia. Esta, pode ser conceituada como um campo de conhecimento de caráter multidisciplinar, que busca a contribuição na constituição de modelos agricultáveis com base ecológica e no desenvolvimento rural de forma sustentável (Caporal et al., 2006; Santos; Siqueira; Araújo, 2014). Esta ciência resume a extensa diversidade de agriculturas que são consideradas alternativas e que existem no Brasil e na Bahia, sendo institucionalizada como política pública, e posteriormente teve seu reconhecimento pelo Estado por meio de leis e ações governamentais (Caporal, 2016). A agroecologia definida aqui, atende a alguns princípios, tais como, a utilização de recursos naturais considerados renováveis de forma local, a redução dos impactos em relação ao ambiente em questão, preservação da diversidade biológica e cultural, mantimento a prazo vasto da capacidade de produção, valorização e utilização dos saberes culturais locais, bem como satisfazer as necessidades humanas em relação a comida e fonte de renda (Reijntjes; Haverkort; Waters-Bayer,1992; Gliessman, 2009). A prática e consequente vivência desses princípios vai nortear para que seja possível o alcance do desenvolvimento rural, por meio do balanceamento dos agroecossistemas e da manutenção das pessoas no meio rural. Buscando a