Romanica Cracoviensia 3 (2020): 115–122 doi 10.4467/20843917RC.20.011.12933 www.ejournals.eu/Romanica-Cracoviensia Joanna Drzazgowska Universidade de Gdańsk Instituto de Filologia Românica joanna.drzazgowska@ug.edu.pl CONSTRUÇÃO PERIFRÁSTICA ANDAR A + INFINITIVO – UM PROBLEMA DIDÁTICO NO CASO DOS ALUNOS POLACOS Periphrastic construction andar a + infinitive – didactic issues in the case of Polish students ABSTRACT The article attempts to highlight the problems in teaching and learning of one Portuguese periphrastic aspect construction. The author will try to present the problem related to multiple possible meanings of the periphrasis as well as factors influencing the meaning. In addition, various Portuguese grammar manuals will be analysed for the presence of information regarding the periphrasis andar a + infinitive to determine whether the information is complete enough for the pupils to use the periphrasis in the proper context. KEYWORDS: aspectual periphrasis, periphrastic construction, didactics, Portuguese as a foreign language. INTRODUÇÃO Na língua portuguesa, assim como nas outras línguas românicas, as perífrases constituem uma estratégia muito frequente para expressar diferentes valores aspetuais, temporais e modais. Contudo, o objetivo do presente artigo é analisar apenas uma das construções perifrásticas de aspeto, ou seja, andar a + infinitivo 1 . Na Polónia, os problemas principais na aquisição das perífrases aspetuais portugue- sas resultam do facto de a língua portuguesa e a língua polaca não serem isomorfas quanto à expressão da categoria de aspeto. Em português, predominam os meios gra- maticais, e, em polaco, os meios lexicais. A língua polaca, embora tenha ao seu dispor algumas construções perifrásticas que podem ser consideradas como os equivalentes das perífrases portuguesas, carece do equivalente de andar a + infinitivo. Além disso, a própria diversidade dos valores expressos por andar a + infinitivo e os diferentes 1 As construções andar a + infinitivo e andar + gerúndio são consideradas equivalentes quanto ao valor que expressam. No entanto, a construção com gerúndio é preferida no Brasil e tem ainda vitalidade no Alentejo, no Algarve, nos Açores e nos países africanos de língua portuguesa (Cunha, Cintra 1998: 394). http:/orcid.org/0000-0003-4872-9864