VII CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENSINO DA MATEMÁTICA ULBRA – Canoas – Rio Grande do Sul – Brasil. 04, 05, 06 e 07 de outubro de 2017 Comunicação Científica VII CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENSINO DA MATEMÁTICA – ULBRA, Canoas, 2017 CONTEXTUALIZANDO NO ENSINO DE MATEMÁTICA: UM ESTUDO COM PESCADORES ARTESANAIS DA CIDADE DE RIO GRANDE Sicero Agostinho Miranda 1 Elaine Corrêa Pereira 2 Marília Nunes Dall’Asta 3 Vilmar Alves Pereira 4 Resumo: Neste estudo buscamos compreender se os pescadores da Ilha da Torotama, situada na Cidade de Rio Grande (RS) estabeleciam ou não relações entre a Matemática do seu cotidiano da pesca artesanal com os novos conhecimentos adquiridos em sala de aula na modalidade do Ensino Educação para Jovens e Adultos (EJA). Abordagem metodológica consiste em uma pesquisa qualitativa, utilizando rodas de conversa como método de coleta de dados e com a Análise Textual Discursiva (ATD) para análise. Com a proposta investigativa objetivamos entender como os pescadores artesanais os conceitos matemáticos com situações cotidianas, bem como a percepção do pesquisador quanto às dificuldades expressas pelos sujeitos, pautadas em uma atividade abordando os conceitos de matrizes. Percebemos que os pescadores pesquisados percebem a presença da Matemática no seu cotidiano, mas apresentam exemplos básicos como: realizar compras, lidar com dinheiro, executar relações métricas; relacionados às operações básicas, ou a presença da quantificação e até mesmo de algumas formas geométricas; etc. No que tange aos conceitos mais avançados da área da matemática, percebemos algumas dificuldades demonstradas, principalmente, em perceber a aplicação e posteriormente realizar as relações. Palavras-Chave: Etnomatemática. Teoria. Prática. Metodologia. Introdução As práticas educativas na Educação Matemática são vistas como um conjunto de ações e estratégias, definidas e desenvolvidas pela comunidade a partir das experiências de cada sujeito e o auxílio do educador. Para Bicudo e Garnica (2011): A Educação Matemática seria, então, o campo propício para o estabelecimento de uma postura crítica em relação à Matemática e ao seu estilo, contrapondo-se à esfera da produção científica de Matemática, campo de uma postura técnica tendencialmente conservadora quanto ao ensino e à aprendizagem. Vislumbra-se o destino crítico da Educação Matemática por um dinamismo que lhe é próprio, quer na aceitação de metodologias alternativas, quer seja por não poder desvincular sua prática de pesquisa da ação pedagógica, pela tendência em valorizar o processo em detrimento do produto ou por suas várias tentativas de estabelecer, para si própria, parâmetros próprios para qualificar suas ações. (BICUDO; GRANICA, 20011, p.90) 1 Mestre em Educação em Ciências pela Universidade Federal do Rio Grande. Instituição: Universidade Federal do Rio Grande. E-mail: siceromiranda@gmail.com 2 Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Santa Catarina. Instituição: Universidade Federal do Rio Grande. E-mail: elainepereira@prolic.furg.br 3 Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria. Instituição: Universidade Federal do Rio Grande. E-mail: marisdallasta@gmail.com 4 Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituição: Universidade Federal do Rio Grande. E-mail: vilmar1973@gmail.com