Prefácio Os dois volumes da Enciclopédia Bíblica Wycliffe são o produto dos esforços com- binados de mais de duzentos estudiosos nos vários campos dos estudos bíblicos. Embora a maioria deles seja composta por americanos, vários são cidadãos de outros países. Este projeto teve início em 1959 quando a equipe da Moody Press reconheceu a ne- cessidade de substituir os antigos dicioná- rios e enciclopédias bíblicas por um traba- lho que estivesse à altura das tendências mais modernas da teologia, das mais re- centes descobertas da arqueologia, e das pesquisas linguísticas. Este comitê estabeleceu várias diretrizes básicas para a EBW. Em primeiro lugar, os seus artigos de caráter doutrinário de- vem estar de acordo com a ortodoxia cristã, com os fundamentos da fé geral- mente aceitos pelos crentes de uma linha evangélica conservadora. Nenhum artigo pode contradizer a crença de que as Escri- turas, como um todo, são inspiradas por Deus, e que não ocorreram erros em sua transmissão oral e em seus manuscritos originais. Quanto à escatologia, consi- dera-se que a volta do Senhor Jesus Cristo ocorrerá antes de seu reino milenar na terra. Em segundo lugar, a enciclopédia deve ser considerada completa no sentido de que cada local e nome pessoal na Bíblia Sa- grada são listados e discutidos, assim como todos os termos teológicos e as dou- trinas importantes. Vários artigos sobre temas não bíblicos foram incluídos, com a finalidade de fornecer um contexto cultu- ral ao ambiente em que se passaram os eventos registrados na Bíblia Sagrada. Isto foi feito devido às frequentes referên- cias a estes assuntos, que constam nas cartas Amarna, nas Tábuas de Nuzu, no Código de Hamurabi, nos registros Sumé- rios, e na Pedra Moabita. Existem termos incompreensíveis para o leitor mediano da Bíblia Sagrada, a menos que sejam expli- cados. Pelo fato de à enciclopédia limitar- se a uma discussão de temas que contri- buem diretamente para a compreensão da Bíblia e dos tempos bíblicos, pouca aten- ção foi dada à história da igreja. Em terceiro lugar, os artigos devem ser suficientemente abrangentes para satisfa- zer aos leigos bem informados, sem deixar de ser suficientemente claros para que possam ser compreendidos pelos leitores de nível médio. Por esta razão, os termos hebraicos, gregos e outros termos estran- geiros foram transliterados. Uma vez que a versão KJV (Almeida Re- vista e Corrigida para a versão brasileira) ainda é a versão mais lida nas igrejas evangélicas, sua grafia foi Seguida na obra original para os nomes próprios nos títu- los dos artigos individuais. Porém em cada artigo, as traduções mais precisas ou as transliterações utilizadas nas versões mais recentes foram frequentemente utili- zadas. Certos nomes e palavras importantes ou, ainda, termos que ocorrem em versões mais recentes são discutidos visando a conveniência do leitor. A, grafia dos nomes nas versões mais recentes também foi in- cluída, e é seguida por uma referência cruzada com o nome que consta na ARC. Por exemplo, ao nome Quirinius foi acres- centada a observação: Veja Cirênio. O se- gundo nome é aquele que consta na ver- são ARC. Ao referir-se ao nome de Deus no Antigo Testamento, os editores preferi- ram utilizar o Nome Yahweh ao invés de Jeová. O primeiro é, agora, aceito de forma mais geral pela maioria dos estudiosos do AT, por entenderem que ele é o que mais se aproxima da pronúncia correta na an- tiga nação de Israel. Os autores que colaboraram com artigos são identificados por suas iniciais. Sua posição na comunidade académica é apre- sentada na Lista de Colaboradores. O lei- tor tem a seu dispor, de forma garantida, uma fonte de informação precisa, confiá- vel e atualizada para o seu estudo da Pa- lavra de Deus. Diferentes pontos de vista (dentro dos limites de uma posição evan- gélica) são expressos, de forma que não foi imposta uma rigorosa uniformidade aos vários artigos. As bibliografias anexadas aos artigos mais longos não são de modo algum exaustivas, mas são indicadas como ajuda ao leitor,