1 O Impacto dos rankings nas instituições de ensino Simon Schwartzman Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade O que são os rankings: questões preliminares A idéia de ordenar as instituições de ensino por níveis de qualidade, que em inglês se denomina “ranking”, é hoje bastante difundida internacionalmente, e também tem sido adotada no Brasil desde a década de 90, tanto para a educação básica quanto para a educação superior. As avaliações da educação básica se iniciaram nos anos 90 com o Sistema Nacional de Avaliação Básica (SAEB), baseado no “National Assessment of Educational Progress” americano, com uma amostra dos alunos por Estado, hoje denominado “Avaliação Nacional da Educação Básica”, para português e matemática, hoje acompanhado de uma avaliação escola por escola, a “Avaliação Nacional do Rendimento Escolar”, também conhecida como “Prova Brasil”. Os dados da Prova Brasil são combinados com os dados de aprovação/reprovação para gerar o “Índice de Desenvolvimento da Educação Básica”, o IDEB. O Ministério da Educação também realiza a “Provinha Brasil”, para aferir a alfabetização das crianças na segunda série das escolas das redes públicas. Vários estados têm também suas avaliações próprias, como o SARESP, de São Paulo, e o SIMAVE, em Minas Gerais. Para o nível médio, existe o Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, cujos resultados têm sido também utilizados para avaliar as instituições deste nível. O Brasil ainda participa de avaliações internacionais, como o PISA, da OECD, para estudantes de 15 anos de idade, e o SERCE, avaliação feita pela UNESCO para os países da América Latina. Para o nível superior, as avaliações se iniciaram nos anos 90 através do Exame de Conclusão de Cursos, o “Provão”, e se dá atualmente através dos instrumentos criados pelo Trabalho apresentado no VIII Congresso Brasileiro de Gestão Educacional, São Paulo, Março de 2010.