EFEITO DE FITASE SOBRE O DESEMPENHO ZOOTÉCNICO DE FRANGOS DE CORTE CONSUMINDO DIETAS COM MAIOR OU MENOR TEOR DE FITATO AIANE APARECIDA DA SILVA CATALAN 1 , EVERTON LUIS KRABBE 2 , SARA LORANDI 1 , VALDIR SILVEIRA DE AVILA 2 , WILSON ALEXANDRE MARCON 3 , VICTOR FERNANDO BÜTTOW ROLL 1 1 Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS. 2 Embrapa Suínos e Aves – Concórdia, SC. 3 Faculdade Concórdia (FACC), Concórdia, SC. E-mail para correspondência: sara.lorandi@yahoo.com.br Introdução Alimentos alternativos estão sendo estudados com o intuito de buscar matérias-primas em substituição ao milho e farelo de soja, os quais estão escassos e com um alto valor no mercado. Destes, uma opção é o farelo de trigo que pode ser incluído na dieta de aves em pequenas proporções, em virtude do alto teor de fibra e outros fatores antinutricionais. Para minimizar estes fatores pode-se optar pela suplementação de fitase exógena para aumentar a degradação do fitato do farelo de trigo, sendo que esta melhoria permite que o alimento seja usado em níveis mais elevados, fornecendo proporções consideráveis de fósforo e outros minerais, reduzindo os custos com alimentação e a poluição ambiental (POURREZA & CLASSEN, 2001; CLASSEN & BEDFORD, 2001; KERR et al., 2010). Com isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do farelo de trigo e fitase sobre os parâmetros de desempenho zootécnico de frangos de corte de um a 32 dias de idade. Material e métodos Foram alojados 384 pintos de um dia de idade, da linhagem Cobb 500, distribuídos em quatro tratamentos com arranjo fatorial 2x2 em um delineamento de blocos casualizados em função do peso inicial, com oito repetições por tratamentos e 12 aves por gaiola (unidade experimental), durante 32 dias. As aves foram alojadas em gaiolas metabólicas de metal, equipadas com comedouro tipo calha e bebedouro tipo nipple. As variáveis ambientais, temperatura e umidade relativa do ar foram medidas com termo higrômetros, sendo registradas de hora em hora, no período experimental. As dietas foram isonutritivas, formuladas segundo recomendações nutricionais de ROSTAGNO et al. (2011), sendo que até 10 dias de idade todas as aves receberam a mesma dieta basal. Posteriormente iniciou-se com as dietas experimentais que consistiram em: T1: controle (a base de milho e farelo de soja sem fitase), T2: controle (a base de milho e farelo de soja com fitase (500FTU/kg)), T3: T1 + 20% de farelo de trigo sem fitase e T4: T1 + 20% de farelo de trigo (FT) com fitase (500FTU/kg), conforme Tabela 1. Tabela 1. Composição nutricional das dietas experimentais Ingredientes 1-10d 11-21d 22-32d Dieta Basal T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 Milho (7,5%) 50,690 63,921 63,921 48,692 48,692 72,420 72,420 52,916 52,916 Farelo Soja (45%) 42,015 30,210 30,210 25,450 25,450 24,660 24,660 20,324 20,324 Farelo Trigo (14%) 0,000 0,000 0,000 20,000 20,000 0,000 0,000 20,000 20,000 Óleo de soja 3,144 0,000 0,000 2,902 2,902 0,000 0,000 4,415 4,415 Caulin 0,000 2,838 2,838 0,064 0,064 0,582 0,582 0,000 0,000 Fosfato Bicálcico 1 1,808 1,006 1,006 0,763 0,763 0,780 0,780 0,548 0,548 Calcário 2 0,970 0,714 0,714 0,833 0,833 0,624 0,624 0,738 0,738 Sal comum 0,530 0,449 0,449 0,561 0,561 0,353 0,353 0,349 0,349 DL-Metionina 0,325 0,228 0,228 0,237 0,237 0,160 0,160 0,182 0,182 L-Lisina 0,246 0,325 0,325 0,386 0,386 0,220 0,220 0,283 0,283