1 Produção e Distribuição de Hortaliças Orgânicas Minimamente Processadas e Embaladas Edilaine Vigolo Simioni, Maria Emília Camargo, Gabriela Zanandrea, Uiliam Hahn Biegelmeyer RESUMO O presente trabalho tem por finalidade estruturar um negócio que pode aproximar hortaliças orgânicas dos consumidores de forma prática para o consumo, reduzir desperdícios e agregar valor às verduras orgânicas, pois são alimentos que não dependem de produtos químicos para seu cultivo. A busca por alimentos saudáveis in natura, ao qual vem ganhando tendência de expansão em supermercados, sacolões, fruteiras de grandes centros urbanos mostra que há uma reestruturação na forma de venda desses produtos. As hortaliças orgânicas embaladas e que sofrem um pequeno processamento neste contexto, manifesta-se como uma alternativa a redução significativa da perda diária que ocorre entre a colheita e o consumidor final desses alimentos, e ao incentivo diário de seu consumo voltado para uma alimentação mais saudável. Todavia embora essas vantagens tragam para o agricultor e também para o comércio um melhor aproveitamento de toda a cadeia há diversos fatores que contribuem para o crescimento constante deste mercado. Um deles é que há interesse da população em consumir esses alimentos em quantidades menores que o mercado oferece, assim abrindo um novo nicho de expansão nos alimentos orgânicos. A proposta deste trabalho é agregar valor a estes produtos despertando um interesse maior ao consumo através de uma embalagem mais atraente e um rastreamento desde a produção até o consumidor final para melhoria contínua de processos ao longo da cadeia. O resultado da pesquisa feita com o mercado consumidor mostra que há demanda para este tipo de empreendimento, pois os requisitos para a implantação da empresa como, por exemplo, público alvo, consumo diário, escolha de compra, hábitos alimentares foram constatados nos dados apresentados pela pesquisa. Palavras-chave: Horticultura, Produtos orgânicos, Tendência de mercado, Comercialização. 1 INTRODUÇÃO A constante busca por uma alimentação saudável, livre de agrotóxicos, praticidade no preparo e embalagem adequada ao consumo, faz com que os produtos hortícolas e frutas ganhem um espaço privilegiado pelo consumidor. Esses são de vital importância para a saúde como também na prevenção de doenças (SANTOS; OLIVEIRA, 2012, p.11). A Organização Mundial da Saúde preconiza a importância de se estimular a alimentação adequada entre os jovens, visto este ser um fator primordial para a manutenção da qualidade na vida adulta e consequente diminuição dos malefícios a saúde (IBGE, 2009 apud CURRIE, 2008). Outro fator relevante é o excesso de peso, o qual atinge mais da metade da população brasileira adulta. Isso traz à tona que ainda há um consumo muito baixo desses alimentos saudáveis. Na média nacional, considerando apenas o consumo de hortaliças (alface, repolho, cenoura, beterraba, couve flor, brócolis) foi de 27 kg por pessoa em 2008 (POF/IBGE), sendo que a classe baixa consumiu apenas 19 kg/pessoa/ano, conforme dados POF/IBGE. Nesse ponto considerando o trabalhador que recebe até 2 salários mínimos, o consumo cai para 15,3 kg/pessoa/ano. Assim percebe-se que a classe alta é a que mais consome: 39,7% kg/pessoa/ano, comprovando que quanto maior for à renda maior o consumo (IBGE). Desse modo a agricultura orgânica vem surgindo e se consolidando, desde o início da década de 60, como resposta aos crescentes questionamentos a respeito dos rumos adquiridos pela agricultura moderna (JUNQUEIRA et al., 2000, p. 98). Os recursos naturais fornecidos