S350 rev bras reumatol. 2017; 57(S1) : S345–S378 de membro superior esquerdo que evidenciou oclusão de arté- ria subclávia, espessamento de carótida comum e reduc ¸ ão do calibre das artérias radial, ulnar e braquial. Diante dos achados firmou-se a hipótese de arterite de Takayasu. Ecocardiograma de controle com 10 meses, revelou IAo leve com válvula nor- mal e discreto prolapso de mitral. Discussão: Tanto na AT quanto na FR, o acometimento cardíaco é o maior determinante de morbimortalidade. Nos primeiros dias de internac ¸ão da paciente, os questionamen- tos acerca das causas da ICC descompensada, somados aos achados do ecodopplercardiograma, levaram ao diagnóstico de cardiopatia reumática. Na AT, os principais acometimen- tos cardíacos são a arterite de coronárias e o envolvimento da válvula aórtica, com dilatac ¸ão anular e retrac ¸ão dos seus folhetos. Em necropsias há relatos de espessamento valvu- lar aórtico secundário a arterite de aorta. Portanto, os achados angiotomográficos e o exame clínico foram fundamentais para o diagnóstico de AT e o tratamento com corticoide e metotre- xato foi prontamente iniciado. refer ê ncias 1. Ferreira TFA, Freire M, Teodoro RB. Dificuldades no diagnóstico diferencial entre arterite de Takayasu e febre reumática: relato de caso. Rev Bras Reumatol. 2016;56:90–2. 2. Gormezano NWS, Santos MC, Okuda EM, Catani LH, Sacchetti SB. Associac ¸ão entre febre reumática e arterite de Takayasu – relato de caso. Rev Bras Reumatol. 2016;56:178–80. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.07.482 PO583 AVALIAC ¸ ÃO DA FUNC ¸ ÃO ENDOTELIAL NOS PACIENTES COM DOENC ¸ A DE BEHC ¸ ET – RESULTADOS PRELIMINARES F.M. Rodrigues, F.A. Andrade, B.C. Bacchiega, A.B.S. Bacchiega, M.L.G. Ochtrop, R.A. Levy Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil Palavras-chave: Behc ¸ et; disfunc ¸ão endotelial; Aterosclerose Introduc ¸ ão: A disfunc ¸ão endotelial pode ser avaliada por método não invasivo (dilatac ¸ão mediada por fluxo - DMF), possuindo valor prognóstico do risco cardiovascular (CV) bem estabelecido. Não há evidências do risco CV aumentado na doenc ¸ a de Behc ¸ et (DB), entretanto a disfunc ¸ ão endotelial cons- titui aspecto característico desta vasculite, existindo dúvida se a presenc ¸a da inflamac ¸ão vascular crônica poderá desen- cadear aterosclerose, ainda que haja remissão da doenc ¸a. Objetivo: Avaliar o comportamento da func ¸ ão endotelial dos pacientes com DB durante a remissão. Método: Estudo transversal, pacientes maiores de 18 anos, portadores da DB pelos critérios do International Study Group on Behc ¸ et‘s Disease e/ou International Criteria for Behc ¸et’s Disease, em remissão da doenc ¸a segundo o Behc ¸et’s Disease Current Activity Form (versão adaptada transculturalmente), acompanhados em hospital terciário. Realizada a avaliac ¸ão da func ¸ão endotelial pela DMF da artéria braquial, que será correlacionada com marcadores inflamatórios, lipidograma, glicemia e dados antropométricos. Grupo controle pareado por idade, gênero e comorbidades. Resultados: Incluídos 12 pacientes/12 controles; mediana da idade 46.5 - IQR 8 (44 - 52)/ 50.5 - IQR 11 (42 - 53); 1:1,4/1:2 (masculino: feminino). Frequência das manifestac ¸ ões: úlceras orais, 100%; úlceras genitais, 83,3%; envolvimento articu- lar, 50,0%; pseudofoliculite, 58,3%; eritema nodoso, 16,6%; manifestac ¸ões oculares, 58,3%; envolvimento neurológico, 33,3%; trombose venosa, 41,6%; envolvimento gastrointesti- nal, 8,3%. Medianas da DMF (%): DB 2,025 - IQR 7,785 (-0.575 - 7,21)/ controles 5.46 - IQR 3,625 (4,495 - 8,12). A DMF (%) foi comparada através do teste de Mann-Whitney, sem diferenc ¸as estatísticas (p = 0,18). Conclusão: Apesar da diferenc ¸a da DMF entre os grupos, não houve significância estatística, podendo ser decorrente do tamanho amostral. No grupo com DB houve variac ¸ ão nega- tiva da DMF em alguns pacientes, o que não foi observado nos controles e pode caracterizar disfunc ¸ ão endotelial nessa populac ¸ão, mesmo durante remissão. Estes são dados preli- minares e o aumento da amostra poderá determinar novos resultados. refer ê ncias 1. Green DJ, Jones H, Thijssen D, Cable NT, Atkinson G. Flow-mediated dilation and cardiovascular event prediction: does nitric oxide matter? Hypertension. 2011;57:363–9. 2. Balta S, Balta I, Demirkol S, Ozturk C, Demir M. Endothelial function and Behc ¸et disease. Angiology. 2014;65:657–9. 3. Caliskan M, Yilmaz S, Yildirim E, Gullu H, Erdogan D, Ciftci O, et al. Endothelial functions are more severely impaired during active disease period in patients with Behc ¸et’s disease. Clin Rheumatol. 2007;26:1074–8. 4. Saadoun D, Wechsler B, Desseaux K, Le Thi, Huong D, Amoura Z, et al. Mortality in Behc ¸et’s disease. Arthritis Rheum. 2010;62:2806–12. 5. Chambers JC, Haskard DO, Kooner JS. Vascular endothelial function and oxidative stress mechanisms in patients with Behc ¸et’s syndrome. J Am Coll Cardiol. 2001;37:517–20. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.07.483 PO584 AVALIAC ¸ ÃO DA MONITORIZAC ¸ ÃO DA ANTICOAGULAC ¸ ÃO DE PACIENTES COM SÍNDROME DO ANTICORPO ANTIFOSFOLÍPIDE (SAF) E SUA CORRELAC ¸ ÃO COM DESFECHOS CLÍNICOS G.G.M. Balbi, F. Signorelli, M. Vieira, V.R. Verztman, F. Nogueira, R.A. Levy Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil Palavras-chave: Anticoagulac ¸ ão; Síndrome antifosfolípide Introduc ¸ ão: A manutenc ¸ão de uma anticoagulac ¸ão ade- quada em pacientes com síndrome do anticorpo antifosfolí- pide (SAF) é um desafio na prática clínica.