1 A HABITAÇÃO PLURIFAMILIAR PORTUENSE NA 1ª METADE DO SÉC. XX. PRODUÇÃO ARQUITECTÓNICA: GÉNESE, TRANSFORMAÇÃO, ADAPTABILIDADE The Oporto's collective dwelling in the 1st half of the 20th century. Architectural production: origin, transformation, adaptability Gisela Lameira 1 Arq. Gisela Lameira FAUP - CEAU/FCT Porto - Portugal 1 Arquitecta. Bolseira de Doutoramento da Fundação pela Ciência e Tecnologia (FCT). Centro de Estudos da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (CEAU/FCT - Atlas da Casa), Via Panorâmica S/N, 4150-755 PORTO, glameira@arq.up.pt Palavras-chave: habitação plurifamiliar, Porto, 1ª metade do séc. XX, tipologia, morfologia, adaptabilidade Resumo Num conjunto edificado extenso, como é a habitação plurifamiliar i portuense projectada/erigida de raiz na 1ª metade do séc. XX, convivem edifícios com linguagens, matrizes de concepção espacial, configurações, esquemas tipológicos e opções de distribuição diversificadas. Essa diversidade encontra fundamento na particularidade dos seus próprios processos históricos: as primeiras 'casas de andares' ii ou 'prédios de rendimento' iii surgem apenas em meados da década de 20, evidenciando desde a sua génese, tradições de construção locais, referências importadas de contextos em que o 'prédio de rendimento' urbano se constituía como prática corrente e consolidada, e a mestiçagem entre ambas. Neste enquadramento, os instrumentos e metodologias de análise a aplicar na investigação deverão ser suficientemente abertas à integração e relacionamento de objectos com características ou tempos de realização diferenciados, sobrepondo-se a questões estilísticas, ou singularidades de contexto. Neste sentido, destacam-se dois objectivos, sustentados por uma perspectiva metodológica de abordagem tipo- morfológica: por um lado, enquadrar este património corrente nos longos processos de produção de arquitectura de habitação portuense, explicitando a sua relação com os modelos unifamiliares, referências nacionais/estrangeiras, características distintivas dos primeiros modelos, etc.; por outro, identificar regras e lógicas de concepção e transformação, que permitam a avaliação da hipotética especificidade do caso portuense, relativamente a 'pólos urbanos' de características aparentemente distintas.