AVALIAÇÃO DA VIDA-DE-PRATELEIRA DE MORANGOS RECOBERTOS COM BIOFILME DE ACETATO DE AMIDO E ACETATO DE AMIDO COM ADIÇÃO DE SORBATO DE POTÁSSIO M. C. R. da SILVA 1 e V. C. R. SCHMIDT 1 1 Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Engenharia Química E-mail para contato: vivian@feq.ufu.br RESUMO – O morango é uma fruta muito perecível, assim, a sua comercialização tem muitos desafios. Embalagens são uma excelente forma de conservação. Com isso, recobrir os frutos com biofilme de acetato de amido é uma alternativa para resolver o problema. Com associação de conservantes, como sorbato de potássio, é esperado maior extensão da vida-útil. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o comportamento da vida-de-prateleira de morangos recobertos com acetato de amido de mandioca adicionado ou não sorbato de potássio, utilizando morangos sem cobertura como controle, através de análises (pH, umidade, A w , °Brix e cor) por 19 dias. No presente trabalho morangos foram recobertos com suspensões preparadas com 3 g de acetato de amido de mandioca, 100 g água destilada, glicerol P.A. (0,30 g.g-1 acetato), na suspensão de acetato de amido com sorbato de potássio utilizou-se 0,05% g de sorbato/ g de acetato de amido, mantendo amostras sem recobrimento como controle. Foi observado que a aplicação de biofilme não interferiu na maturação e na cor das frutas. Para todas as amostras houve um ligeiro aumento no teor de sólidos solúveis e diminuição dos valores atividade de água e teor de umidade. O controle teve perda visual desde o 7° dia de armazenamento, porém, morangos recobertos perderam a qualidade visual após o 10° dia. Portanto, biofilmes de acetato de amido são eficazes na extensão da vida-útil de morangos. 1. INTRODUÇÃO O morango é uma fruta originalmente de clima temperado (GARCIA, 2009). No Brasil, ela tem se adaptado melhor desde o sul do estado de Minas Gerais até o estado do Rio Grande do Sul (ALCÂNTARA, 2009). Porém, cerca de 40% da produção é perdida do campo até o consumidor (BRAGA, 2012). A vida útil de morangos mesmo quando armazenados sob refrigeração é normalmente menor a 5 dias. Com isso, a comercialização da fruta se torna um desafio (GARCIA, 2009). Dessa forma, faz-se necessário desenvolvimento de técnicas direcionadas a redução de perdas após a colheita. Embalagens são uma excelente forma de conservação. No entanto, plásticos convencionais, produzidos a partir de petróleo bruto, ocasionam sérios problemas ambientais após o uso, visto que precisam muito tempo para se degradar. Neste sentido, embalagens