Can potassium fertilization alleviate the adverse effects of drought stress on soybean plants? Adubação potássica pode aliviar os efeitos adversos do estresse hídrico nas plantas de soja? Fábio Steiner 1 , Alan Mario Zuffo 2 , Carlos Eduardo da Silva Oliveira 3 , Hector José Valerio Ardon 3 , Tiago de Oliveira Sousa 4 , Jorge González Aguilera 5 ABSTRACT: The adequate amounts of potassium (K) fertilizer application may play an essential role in the growth and tolerance of plants against the drought stress. In this study we investigate the effectiveness of potassium fertilization on the growth and tolerance of soybean plants [Glycine max (L.) Merrill.] to drought stress. Treatments were arranged in a randomized block design in a 2 × 3 factorial: two potassium fertilizer levels [40 mg kg –1 of K (low) or 160 mg kg –1 of K (high)] and three irrigation regimes [100% of pot capacity - PC (well watered control), 50% of PC (moderate stress) and 25% of PC (severe stress)] with four replicates. Leaf relative water content, cell membrane stability, plant growth, and morphophysiological indexes were recorded after 18 days of exposure to drought stress. The appropriate supply of potassium fertilizer improved leaf membrane stability and minimized the water loss from leaf tissue of soybean plants exposed to drought stress. The adverse effects of drought on leaf abscission and pod abortion rate could be mitigated by adequate K supply. The appropriate supply of potassium fertilizer alleviates the negative effects of drought stress and maintain shoot growth and the water status soybean plants, and therefore, the proper management of potassium fertilization may confer greater drought tolerance. Keywords: Glycine max. Osmotic solutes. Potassium fertilizer. Relative water content. Water restriction. RESUMO: A aplicação de quantidades adequadas de fertilizante potássico pode ter um papel essencial no crescimento e na tolerância das plantas quando expostas às condições de restrição hídrica. Neste estudo foi avaliada a eficácia da adubação potássica no crescimento e na tolerância das plantas de soja [Glycine max (L.) Merrill.] à deficiência hídrica. Os tratamentos foram dispostos em um delineamento de blocos casualizados em um esquema fatorial 2 × 3, constituído por dois níveis de adubação potássica [40 mg kg –1 de K (nível baixo) e 160 mg kg –1 de K (nível alto)] e por três regimes de irrigação [100% da capacidade de vaso - CV (controle), 50% da CV (estresse moderado) e 25% da CV (estresse severo)] com quatro repetições. O conteúdo relativo de água, a estabilidade da membrana celular, o crescimento das plantas e os índices morfofisiológicos das plantas de soja foram mensurados após 18 dias de exposição à restrição hídrica. A aplicação adequada de fertilizante potássico melhorou a estabilidade da membrana celular das folhas e minimizou a perda de água do tecido foliar das plantas de soja expostas às condições de restrição hídrica. Os efeitos adversos da restrição hídrica sobre a taxa de abscisão foliar e de aborto de flores e vagens podem ser amenizados pela aplicação adequada de K. A adequada aplicação de fertilizante potássico alivia os efeitos negativos da restrição hídrica e mantém o status hídrico das plantas e o crescimento da parte aérea da soja e, portanto, o adequado manejo da adubação potássica pode conferir maior tolerância à seca. Palavras-chave: Conteúdo relativo de água. Fertilizante potássico. Glycine max. Restrição hídrica. Solutos osmóticos. Autor correspondente: Fábio Steiner: steiner@uems.br Recebido em: 26/02/2020 Aceito em: 22/07/2020 1 Professor do Programa de Pós-Graduação em Agronomia - Produção Vegetal (PGAGRO), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Aquidauana (MS), Brasil. 2 Professor do Curso de Agronomia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Balsas (MA), Brasil. 3 Aluno do Programa de Pós-Graduação em Agronomia - Sustentabilidade na Agricultura (PGAC) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Cassilândia (MS), Brasil. 4 Aluno do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (Produção Vegetal) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Diamantina (MG), Brasil. 5 Professor do Curso de Agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Chapadão do Sul (MS), Brasil. Revista em Agronegócio e Meio Ambiente - RAMA DOI:10.17765/2176-9168.2022v15n1e8240 e-ISSN 2176-9168 Meio Ambiente Rev Agro Amb, v. 15, n. 3, e8240, 2022