PRODUÇAO DE CITROS DE MESA E INDUSTRIAL NO NORDESTE BRASILEIRO – AVANÇOS TECNOLÓGICOS Orlando Sampaio Passos 1 , Maurìcio Antonio Coelho Filho 1 , José da Silva Souza¹, Helton Carlos de Leão ² 1 Embrapa Mandioca e Fruticultura, C. P. 007, 44380-000 Cruz das Almas – BA 2 Citrosuco Paulista, C. P. 001, 15.990-902 Matão -SP A região Nordeste apresenta características climáticas distintas e posição geográfica privilegiada, que, se estrategicamente exploradas, poderão torná-la a principal área de expansão dos citros no País. A evolução da citricultura no Nordeste deu-se a partir da década de 70, quando iniciou-se a sua independência tanto em importação de frutos quanto no emprego de tecnologias costumeiramente introduzidas do Sudeste. Nessa época a produção de citros era distribuída entre os Estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de São Paulo, o tradicionalmente o maior produtor. Dois fatores foram fundamentais nesse processo: o estabelecimento de ações públicas nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, extensão rural e crédito e o reconhecimento do setor à citricultura como nova opção econômica para a região. Além da demanda do mercado, podem-se alinhar como oportunidades à região as condições ecológicas adequadas; disponibilidade de área, estimada em 300.000 hectares; logística (energia elétrica, estradas pavimentadas, portos marítimos e meios modernos de comunicação) e proximidade das regiões produtoras às capitais e grande cidades; localização privilegiada, se comparada com outras regiões produtoras do País, a menos 2.000 - 2.500 km de grandes centros de consumo; e ausência ou presença não endêmica de doenças altamente prejudiciais à citricultura e ao meio ambiente, o que a privilegiaria junto aos países europeus, cuja demanda de produtos livres de defensivos é absoluta. O objetivo desse artigo é chamar a atenção para os aspectos mencionados mostrando o ambiente em que a citricultura nordestina vem prosperando, com ênfase na produção de frutos de mesa e possibilidades industriais, e o seu crescimento em comparação com o Sudeste, que é a região maior produtora nacional. Aborda-se também avanços obtidos na identificação de áreas potenciais para expansão da citricultura e o comportamento das cultivares em diferentes ecossistemas e os desafios a que está submetida a citricultura nordestina sobressaindo a prática da monocitricultura – predominância absoluta da combinação laranjeira ‘Pera’ x limoeiro ‘Cravo’, o que torna a citricultura vulnerável pela exposição às possíveis doenças, como houve no passado e com limites estreitos de comercialização e a desorganização da produção Trata-se de uma "agricultura tipicamente familiar", que contribui para a fixação do homem no campo,