336 Rev Bras Epidemiol 2008; 11(2): 336-9 Notas e Informações Lutzomyia longipalpis (Diptera, Psychodidae) em Cuesta Basáltica, na bacia hidrográfica do Rio Corumbataí, Região Centro-leste do Estado de São Paulo Lutzomyia longipalpis (Diptera, Psychodidae) in the Basaltic Cuesta at the hydrographic basin of the Corumbataí River, Central East Region of the State of São Paulo, Brazil André Antonio Cutolo 1 Denis Adriano Camargo 1 Adriano Antonio Cutolo 2 Claudio José Von Zuben 1 Eunice Aparecida Bianchi Galati 3 1 Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da UNESP. 2 Instituto de Geociências da UNICAMP. 3 Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP. Correspondência: André Antonio Cutolo. Av. 24-A, 1515, Bela Vista, CEP 13506-900 Rio Claro, SP. E-mail: cutoloandre@yahoo.com Resumo A incidência das leishmanioses tegumen- tar e visceral americanas, em especial esta última (LVA), em hospedeiros caninos e hu- manos, encontra-se em crescente processo de expansão no Estado de São Paulo. Para a vigilância epidemiológica dessas endemias, torna-se fundamental o conhecimento da distribuição e da ecologia das diferentes espécies da fauna flebotomínea vetoras. Assim, a divulgação de novos encontros de seus vetores, sobretudo da Lutzomyia longipalpis, o principal vetor da LVA, é fundamental para apontar novas áreas de risco para a transmissão dessas doenças. Neste estudo, capturas de flebotomíneos foram realizadas em ambiente domiciliar, peridomiciliar e de mata, em diferentes localidades rurais dos municípios de Ipeúna e Itirapina, entre outubro de 2001 e feve- reiro de 2004. Foram utilizadas armadilhas luminosas automáticas do tipo CDC, das 18h às 8h, em 14 noites, resultando 420 horas de exposição. Foram capturados 177 flebotomíneos pertencentes a doze espé- cies. A espécie mais abundante, Nyssomyia neivai, apontada como a principal vetora de LTA no Estado, contribuiu com 85,4% dos espécimes capturados em Ipeúna. O encontro de Lutzomyia longipalpis em uma caverna em Itirapina, aponta para o risco de estabelecimento da LVA na área e a ne- cessidade de mais estudos locais sobre sua ecologia, sobretudo em relação à ocupação de ambientes antrópicos. Palavras-chave: Leishmaniose. Ecologia de vetores. Epidemiologia. Transmissão. Zoonose. Flebotomíneo.