ISSN: 2448-1203 VIDAS DE MENOR VALOR: REFLEXÕES SOBRE AS QUESTÕES DE GÊNERO EM SAÚDE A PARTIR DA PROSTITUIÇÃO Samyla Fernandes de Sousa¹, Eliza Távora de Albuquerque Távora², Katia Alini Pereira Lima³, Valdeni de Souza Oliveira¹, Liene Ribeiro de Lima 4 ¹ Discente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Católica de Quixadá (UNICATÓLICA). Integrante do Núcleo de Estudo em Enfermagem Materno-Infantil (NEEMI) e do Grupo de Pesquisa de Enfermagem em Saúde da Mulher (GPESM). E- mail: samyla.fernandes@hotmail.com; valdeni05@hotmail.com ² Bacharel em Ciências Humanas e graduanda em Pedagogia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. E-mail: albuquerque_lola@hotmail.com ³ Discente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Católica de Quixadá (UNICATÓLICA). E-mail: katiaalini@hotmail.com 4 Enfermeira. Mestre em Saúde Pública pela UFC. Docente do curso de Enfermagem e Farmácia do Centro Universitário Católica de Quixadá (UNICATÓLICA). Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Saúde da Mulher (GPESM). Preceptora do Programa de Educação Tutorial (PET Graduasus). E-mail: lienelima@unicatolicaquixada.edu.br Introdução: As profissionais do sexo são vítimas de preconceito e de exclusão social e estigmas em saúde, não sendo contempladas na maioria das vezes com ações governamentais que favoreçam suas principais reivindicações, como a oferta de melhor qualidade de vida. É visto também que estas mulheres lidam com a desigualdade de gênero social, visto que além de serem mulheres, ainda ocupam uma profissão marginalizada pela sociedade, que é alvo de muitos preconceitos, que ocasionam constantemente desrespeito à vida e ao corpo dessas mulheres. É necessário que estas mulheres tenham uma perspectiva de gênero sobre seu corpo para que estas possam ser empoderadas quanto seu corpo e sua saúde, propiciando que as mesmas sejam assistidas nas suas múltiplas dimensões. Objetivo: Refletir sobre o acesso à saúde das profissionais do sexo sobre uma perspectiva de gênero, decorrente das representações hegemônicas de corpo e saúde. Métodos: Estudo reflexivo sobre as relações de gênero, marginalização das profissionais do sexo na saúde, e também incentivar a um acesso à saúde mais incluso e equitativo a essas mulheres. Para esta reflexão, tomaram-se por base artigos que abordam o tema, no intuito de adquirir maior aprofundamento e aproximação com este. Foram utilizados artigos da Scielo com o tema. Resultados: Fica evidente que as profissionais do sexo encontram barreiras, fazendo que ocorram agravos em saúde, estigmas de gênero e aumentando sua maior vulnerabilidade, já que essas barreiras e ausência de saúde violam o princípio da equidade, sem o qual não se pode assegurar a universalidade do direito à saúde, necessitando assim de apoio, assistência e educação em saúde para a prevenção das IST, já que são um grupo vulnerável para contrair as mesmas. É importante tentar mudar os contextos culturais e sociais que essas mulheres vivem, elas necessitam se empoderar pela sua saúde, sendo direito delas que recebam uma assistência de saúde de qualidade, acabando assim com a invisibilidade das mulheres prostitutas na saúde. Conclusão: Concluímos que a falta de adesão dessas mulheres, bem como a sua autonomia constituem uma falha da saúde pública. São necessárias medidas educativas e RESUMO