www.pubvet.com.br Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia ISSN: 1982-1263 DOI: 10.22256/pubvet.v10n2.168-172 PUBVET v.10, n.2, p.168-172, Fev., 2016 Efeito do flunixin meglumine na taxa de prenhez de vacas leiteiras inseminadas em tempo-fixo Luiz Francisco Machado Pfeifer 1 *, Natália Ávila de Castro 2 , Péricles de Nascimento Duarte 3 , Lucas Meneghello 3 , Augusto Schneider 4 1 Pesquisador A da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA – Rondônia). Porto Velho, RO, Brasil. 2 Doutoranda na Universidade Federal de Pelotas, Programa de Pós-Graduação em Veterinária. Pelotas, RS, Brasil. 3 Universidade Federal de Pelotas, Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão. Pelotas, RS, Brasil. 4 Docente Pesquisador na Universidade Federal de Pelotas, Faculdade de Nutrição. Pelotas, RS, Brasil. *Autor para correspondência, E-mail: luiz.pfeifer@embrapa.br RESUMO. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do flunixin meglumine (FM) após a inseminação artificial em tempo-fixo (IATF) sobre a taxa de prenhez de vacas de leite. Foram utilizadas 87 vacas lactantes da raça holandês, com produção média de 30,3 ± 10,2 kg de leite/d, com 181 ± 152 dias em lactação (DEL). As vacas receberam um implante auricular contendo 3mg de norgestomet e uma injeção de 2 mg de benzoato de estradiol, i.m., no Dia 0. No Dia 7 as vacas receberam 0,53 mg de cloprostenol sódico i.m. e, no Dia 9, o implante foi removido. Quarenta e oito horas após a remoção do implante, foi administrado 100 mg de gonadorelina e as vacas foram inseminadas artificialmente em tempo-fixo (IATF) 12 h mais tarde. Quinze dias após a IATF, as vacas foram distribuídas aleatoriamente em dois grupos; 1) Grupo FM (n = 46), que recebeu duas injeções de flunixin meglumine (1,1 mg / kg de peso corporal) com intervalo de 12 h, e 2) Grupo Controle (CTL, n = 41), que não recebeu nenhum tratamento. O diagnóstico de gestação foi realizado por ultrassonografia aos 30 e 60 após a IATF. A taxa de prenhez foi comparada entre os grupos pelo teste do qui-quadrado. A taxa de prenhez nas vacas tratadas com flunixin meglumine foi maior aos 30 (37% vs 17%; P <0,05) e aos 60 dias após a IATF (37 % vs 15 %; P <0,05). Em conclusão, a aplicação de duas doses de flunixin meglumine aumentou a taxa de prenhez de vacas de leite. Palavras chave: bovinos, fertilidade, reconhecimento da gestação. Effect of flunixin meglumine on pregnancy rate of fixed-time inseminated dairy cows ABSTRACT. The aim of this study was to determine the effect of flunixin meglumine (FM) following timed artificial insemination (TAI) on pregnancy rate in lactating Holstein cows. Eighty-seven lactating Holstein dairy cows (30.3 ± 10.2 kg milk/day) with average 181 ± 152 days in milk (DIM) were given a 3 mg norgestomet ear-implant and a 2 mg injection of estradiol benzoate i.m. on Day 0. On Day 7, 0.53 mg i.m. of sodium cloprostenol was injected, and the implant removed on day 9. Two days later, 100 μg i.m. of gonadorelin was given followed by TAI 12 h later. Cows were randomly assigned into one of the following treatments: 1) FM Group (n=46) injected twice with FM given 12 h apart on the evening of Day 15 and the morning of Day 16, and; 2) Control Group (n = 41), that did not receive any further treatment. Pregnancy was detected by ultrasonography at Days 30 and 60 after TAI. Effect of treatment on pregnancy rate (PR) was analyzed by chi-square test. Cows treated with FM had higher pregnancy rate at 30 days (37% vs. 17%) and 60 days (37% vs. 15%) after TAI (P<0.05). In conclusion, injection of two doses of flunixin meglumine 15 days after TAI increased pregnancy rate of lactating dairy cows. Keywords: cattle, fertility, pregnancy recognition.