60 rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2016; 57(S1) :1–61 #146. miRNAs salivares como biomarcadores da Diabetes Mellitus tipo II Alexandra Martins , Luís Silva Santos, Nuno Rosa, Maria José Correia Universidade Católica Portuguesa Objetivos: Estudar o potencial de miRNAs salivares como biomarcadores em DMT2, pela revisão sistemática da evi- dência disponível sobre alterac¸ões de expressão de miRNAs associadas a DMT2, e identificar os miRNAs que, por terem expressão alterada em DMT2 e terem já sido detetados na saliva, são candidatos promissores a utilizac¸ão como biomar- cadores salivares de DMT2. Materiais e métodos: Pesquisa sistemática nas bases de dados PubMed, Web of Science e Science Direct, para identificac¸ão de estudos em que os miRNAs tenham sido quantificados em pacientes com DMT2 e construc¸ão de uma base de dados com a anotac¸ão dos resultados desses artigos. Análise estatística dos resultados globais para verificar quais os miRNAs que podem configurar biomarcadores DMT2. Verifi- car dos miRNAs identificados se alguns foram já identificados em fluidos orais e/ou quais os que podem ser encontrados nestes fluidos. Resultados: Foram encontrados 776 artigos não duplica- dos que referem miRNAs como biomarcadores para DMT2, dos quais foram selecionados 115, sendo apenas 31 incluí- dos nos resultados. Da análise desses artigos, verificou-se que 53 miRNAs foram encontrados como estando alterados em amostras de pacientes diabéticos vs. amostras de pacientes com tolerância normal à glicose, e 17 estão alterados quando se comparam pacientes com tolerância normal à glicose e tolerância alterada à glicose (pré-diabéticos). Entre estes 2 gru- pos de comparac¸ões, há 12 miRNAs comuns em que 3 estão aumentados em DMT2, 2 estão diminuídos e 5 estão con- trarregulados. Todos estes miRNAs encontram-se na saliva, contudo o melhor candidato a biomarcador é o hsa-miR-375, porque está consistentemente alterado e tem uma alterac¸ão (fold change de 1,72). Conclusões: Estudos têm demonstrado que existem per- fis específicos de microRNA em paciente com DMT2, em comparac¸ ão com pacientes sem DMT2. Esta informac¸ão é relevante, pois os microRNA podem ser utilizados como bio- marcadores para o diagnóstico e prognóstico, bem como potenciais alvos terapêuticos da DMT2. Por fim, existem alguns estudos, em que a amostra não é a saliva, que indi- cam o hsa-miR-375 como biomarcador da DMT2. Contudo, é necessário mais estudos de validac¸ ão do hsa-miR-375 como biomarcador salivar na DMT2. http://dx.doi.org/10.1016/j.rpemd.2016.10.141 #147. Estudo histológico de enxertos ósseos baseados no biovidro FastOs ® BG e em ß-TCP Eunice Virgínia Carrilho , Manuel Marques Ferreira, Lina Carvalho, Ana Filipa Brito, Ana Margarida Abrantes, José M.F. Ferreira IAP, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica – CICECO – Universidade de Aveiro, CNC.IBILI - Universidade de Coimbra. Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, CIMAGO - Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Reg4life, Regeneration Technology S.A Objetivos: Este estudo teve como objetivo principal inves- tigar novos materiais sintéticos para enxertos ósseos, através da combinac¸ão do vidro bioativo moderadamente degradável e isento de alcalino FastOs ® BG com o ß-fosfato de tricálcio bioabsorvível (ß-TCP) puro e dopado com Mn (0,5), Zn (2) e Sr (10), assim como avaliar os seus efeitos biológicos num modelo animal. Materiais e métodos: Por trepanac¸ ão, efetuaram-se 2 defeitos subcríticos de 3 mm de diâmetro cada nos lados contralaterais da calvária de ratos Wistar com 13 sema- nas de idade. Posteriormente, constituíram-se 4 grupos de animais (com 5 animais cada) de acordo com o trata- mento recebido: defeito ósseo vazio, defeito preenchido com osso autólogo, defeito preenchido com FastOs ® BG/ß- -TCP e defeito preenchido com FastOs ® BG/ß-TCP dopado. Os animais foram eutanasiados 28 e 63 dias após o pro- cedimento cirúrgico. A regenerac¸ão óssea foi avaliada radiograficamente e histologicamente através da colorac¸ão H% 26E. Resultados: Os valores médios de densidade óssea mais elevados observaram-se para os defeitos ósseos preenchi- dos por osso autólogo e foram 84,6 e 92,9 para os animais eutanasiados ao 28. e ao 63. dia, respetivamente. Para além disso, ao 28. dia a percentagem de novo osso nos defei- tos preenchidos com osso autólogo foi significativamente superior ao dos outros grupos (p < 0,01). Sessenta e três dias após o procedimento cirúrgico, a densidade óssea no grupo tratado com FastOs ® BG/ß-TCP foi de 65,9 e no grupo tratado com FastOs ® BG/ß-TCP dopado foi de 67,7, ou seja, resultados bastante similares. A análise histológica revelou que para o grupo vazio a cavidade continuava vazia no término da experiência. Já para os defeitos tratados com osso autólogo, observou-se a formac¸ão de novo osso a partir do enxerto. Os defeitos tratados com FastOs ® BG/ß-TCP apresentavam ausência de inflamac¸ ão, assim como formac¸ ão de novos vasos e tecido osteoide ao 28. dia e osso mineralizado ao 63. dia. Por fim, nos defeitos tratados com FastOs ® BG/ß-TCP dopado também se observou a ausência de inflamac¸ão, formac¸ão de novos vasos e matriz de tecido conjuntivo em redor do material ao 28. dia, assim como a formac¸ão de novo osso a envolver o material ao fim de 63 dias. Conclusões: Através da análise histológica verificou-se que a incorporac¸ão de Zn, Mn e Sr na estrutura do ß-TCP parece