Avaliação Pós Ocupação em um Instituto Federal de Educação: Contribuições para melhoria do ambiente a partir da percepção dos usuários. Mariana Brito de Lima 1 , Thaissa Fernandes Santana de Macena 2 , Jéssica da Silva Marinho 2 , Jéssica Viana Ferreira 2 , Fabrício Dória Monteiro 2 1 Docente da Área de Construção Civil – IFTO. E-mail: mariana@ifto.edu.br 2 Discentes do Curso Técnico em Edificações - IFTO. Bolsistas PIBIC-EM/CNPq. E-mail: thaissa_macena@hotmail.com Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo realizar uma Avaliação Pós Ocupação (APO) no Campus Palmas do IFTO. APO é uma metodologia que estuda as condicionantes do projeto e da execução, bem como a realidade dos usuários da edificação e suas diversas nuances, buscando estabelecer parâmetros para: realimentar futuros projetos semelhantes; elaborar manuais de projeto, construção e manutenção de edifícios; e complementar e atualizar códigos de edificações, recomendações técnicas e normas específicas sobre o assunto. A seleção deste edifício levou em consideração alguns aspectos, tais como: possuir alunos de diferentes faixas etárias; possuir diferentes modalidades de ensino; estar passando por processo de ampliação física e de oferta de cursos; possuir provável projeto pedagógico associado ao ambiente edificado e apresentar possível impacto na vizinhança; além de ser local de trabalho e estudo dos envolvidos na pesquisa. Como se trata de um Campus que, em seus últimos anos, teve um crescimento considerável, justifica-se a elaboração deste trabalho, pois o mesmo poderá resultar em possíveis adaptações favoráveis para a edificação em questão. Pretendeu-se, a partir de um estudo detalhado das condições físicas atuais da escola, propor intervenções, planejamento de espaços e fluxos, reestruturação de espaços e alternativas que visam a melhoria dos aspectos físicos em geral. Palavras–chave: Avaliação Pós-Ocupação, Arquitetura Escolar, Projeto de Arquitetura. 1. INTRODUÇÃO A necessidade de delinear diferentes performances de um ambiente construído no tempo fez com que surgissem várias disciplinas preocupadas em analisar tanto o comportamento de seus elementos construtivos (cobertura, paredes, revestimentos, e outros) quanto à própria dinâmica de uso de uma edificação ou conjunto edificado, originando pesquisas nas ciências humanas e sociais – geografia, sociologia e psicologia e na tecnologia – arquitetura e urbanismo, Engenharia. Este estudo multidisciplinar originou, a partir da década de 60 do século passado, um campo específico conhecido como Avaliação Pós Ocupação - APO. Mais do que um conjunto de métodos e técnicas para analisar o projeto e/ou construção da edificação, as APOs configuram-se como parâmetros para análise da ação, uso, e manutenção do ambiente construído, valorizando, para tanto, o ponto de vista do usuário. A APO não é uma área do conhecimento, mas sim um método de avaliação de desempenho que difere da tradicional pois considera o parecer de seus ocupantes. Não se deve confundir avaliações que visem garantir a satisfação das necessidades dos usuários, o que é o objetivo de qualquer tipo de avaliação técnica de edificações, com avaliações que utilizam o grau de satisfação dos usuários em relação a diversos elementos do ambiente construído como critério de desempenho (CINTRA, 2001). A APO difere-se então da ‘Avaliação Pós Construção’, que busca somente estabelecer se o projeto e a edificação estão em conformidade, pois considera a adequação da edificação ao usuário. Esta pesquisa destina-se a aplicar instrumentos de Avaliação Pós-Ocupação (APO) para aferir a qualidade ambiental do edifício escolar público a partir da percepção de seus usuários, visando a compreensão de como estes percebem o espaço físico e ambiental oferecido pelo edifício. Como estudo de caso foi selecionado o Campus Palmas do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia, ocupado em 2003 e projetado à época como Escola Técnica Federal de Palmas. O Campus tem a capacidade de atender mais de 3.000 alunos, em uma área de 83.594,29 m², sendo 16.151,70 m² de área construída, distribuída em 13 blocos. O Campus Palmas apresenta partido