ISSN Eletrônico 2178-3764 Veterinária e Zootecnia 1 Jesus LV, Cervo LV, Taveira LLM, Camilotti LA, Wagner TCL, Rocha TS, Laux RL, Prstes IFG, Benvegnú DM. Avaliação do manejo e bem-estar animal de cães atendidos em uma unidade hospitalar veterinária. Vet. e Zootec. 2023; v30: 001-014. AVALIAÇÃO DO MANEJO E BEM-ESTAR ANIMAL DE CÃES ATENDIDOS EM UMA UNIDADE HOSPITALAR VETERINÁRIA Leticia Viviane de Jesus 1 Luciana Velasques Cervo 2 Layane Lina Maia Taveira 1 Laura Antonia Camilotti 1 Tainá Caroline Leite Wagner 3 Tais dos Santos Rocha 1 Raissa Lopes Laux 3 Izadora Fernanda Gomes Prates 4 Dalila Moter Benvegnú 5 RESUMO O bem-estar animal normalmente pode ser mensurado por três abordagens distintas, no qual a primeira envolve as funções biológicas e fisiológicas, a segunda abrange questões neuropsicológicas, e a terceira a manifestação dos comportamentos naturais. Neste contexto o objetivo deste estudo foi identificar a qualidade de vida de 249 cães atendidos na Superintendência Unidade Hospitalar Veterinária da Universidade Federal da Fronteira Sul (SUHVU) Campus Realeza/PR. Para tal, foi realizado coletas de dados retrospectivos no período de janeiro de 2020 à julho de 2021, no qual, foram obtidos os seguintes resultados: 72,3% dos cães eram domiciliados, 14,1% eram domiciliados e estavam sob responsabilidade de tutor em situação de vulnerabilidade social, no qual se encontravam cadastrados no Cadastro Único e 13,7% eram cães errantes. Em relação a fertilidade, 73,1% não eram castrados e 26,9% eram castrados. Com relação ao sexo 60,4% dos cães eram fêmeas e 39,6% eram machos. No que se refere a alimentação 52,9% eram alimentados por comida e ração, 36,6% somente ração e 10,5% apenas comida. Acerca do comportamento, 79,9% eram dóceis, 10,4% agressivos, 5,2% medrosos e 4,4% inquietos. A respeito da vacinação 75,6% dos animais receberam algum tipo de vacina, enquanto que 24,4% nunca foram vacinados. No entanto, somente 38,5% dos cães que foram vacinados alguma vez, receberam a vacina contra a raiva. No que diz respeito a vermifugação, 66,4% estavam atualizados, 19,8% desatualizados e 13,8% nunca receberam vermífugo. Quanto ao acesso à rua, 60,2% possuíam acesso com a presença ou ausência do tutor, ou mesmo acesso livre em se tratando de cães errantes e 39,8% não possuíam acesso. Em relação à presença de ectoparasitas 55,8% não apresentavam e 44,2% apresentavam. Além disso, foram analisadas alterações hematológicas e parâmetros bioquímicos, sendo que 48,8% dos animais apresentaram alteração no hemograma, sendo 18,4% identificados com anemia, apresentando também hematócrito inferior, valores de proteínas plasmáticas e albumina diminuídos e valores de ureia e creatinina aumentados. Em relação, a mobilidade obtivemos prevalência de 95% de cães vivendo de forma solta no ambiente que são mantidos, em contrapartida 5% dos cães sendo mantidos presos. Assim, espera-se que estes dados contribuam para o direcionamento de ações para promoção da saúde e do bem-estar animal no município de Realeza PR. Palavraschave: Dados retrospectivos, domiciliados, errantes, saúde animal, canino. 1 Discente do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Fronteira Sul UFFS. leticiajesus016@gmail.com 2 Médica Veterinária do consultório veterinário LUVET. lucianavelasques@gmail.com 3 Discente do curso de Nutrição da Universidade Federal da Fronteira Sul UFFS. tainawagner5@gmail.com 4 Discente do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal da Fronteira Sul UFFS. izadorafgprates@gmail.com 5 Docente dos cursos de Nutrição e Ciências Biológicas da Universidade Federal da Fronteira Sul UFFS. *Correspondência: dalila.benvegnu@uffs.edu.br