Educação: as principais abordagens dessa área V.02 Mapeando a inclusão em uma escola de Porto Velho-RO 1586 Mapeando a inclusão em uma escola de Porto Velho-RO Mapping inclusion in a school in Porto Velho-RO https://doi.org/10.56238/sevedi76016v22023-100 Maria José Ambrósio dos Reis Peters Universidade Federal de Rondônia - UNIR Marcia Machado de Lima Universidade Federal de Rondônia – UNIR RESUMO A bricolagem como metodologia, neste estudo procurou apresentar uma vivência pedagógica ocorrida em uma escola de Porto Velho-RO, sobre inclusão de uma estudante/adolescente/deficiente intelectual. Foi possível fazer um mix da pesquisa documental, bibliográfica e relato de experiência, tratando-se de uma forma única o espaço da inclusão no chão da escola. Os mapas da afetividade, metodológico e das políticas públicas foi a metáfora usada como didática textual, valendo-se de Figueira (2019), Mantoan (2003), Sassaki (2011), Vygotsky (2012) como suporte teórico. Palavras-chave: Educação inclusiva, Políticas públicas, Educação escolar em contexto amazônico. ABSTRACT The bricolage as methodology, in this study sought to present a pedagogical experience that occurred in a school in Porto Velho-RO, about the inclusion of a student/adolescent/intellectual disability. It was possible to make a mix of documental, bibliographical research and experience report, treating in a unique way the space of inclusion on the school ground. The maps of affectivity, methodology and public policies were the metaphor used as textual didactics, making use of Figueira (2019), Mantoan (2003), Sassaki (2011), Vygotsky (2012) as theoretical support. Keywords: Education, Public Policies, School Education in Amazonian context. 1 INTRODUÇÃO Panorama geral dos mapas da Inclusão O processo de inclusão das pessoas com deficiência é um caminho extenso e árduo, marcado pela complexidade dos preconceitos, desinformações, exclusões. Segundo Figueira (2019, p. 38) “teve início ainda na década de 1920, nos estudos do psicólogo russo Lev Vygotsky”. Mas antes deste período entre os séculos XIX e XX, muitos médicos “pesquisaram, escreveram e publicaram trabalhos com pessoas com deficiência, sobretudo mentais, preocupados que estavam com aprendizagem das crianças” (FIGUEIRA, 2019, p.11). Antes o processo de exclusão era evidenciado no afastamento das pessoas com deficiências de seus familiares e também pela associação das deficiências com patologias, constituindo estigmas que ainda acarretam o processo de inclusão na atualidade. A inclusão nasceu pela perspectiva do caráter médico em espaços institucionalizados, e hoje transita na escolarização com o nome de inclusão social ou escolar. É necessário entender que pessoas com deficiência ocupam a sociedade, estampado no Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2022) onde 8,2% da população brasileira apresenta alguma deficiência, constituindo 17 milhões de pessoas espalhadas Capítulo 100