85 VOL. 23, N.1, 2020 http://revistarebram.com/index.php/revistauniara Isolamento de malassezia pachydermatis do ouvido externo de cães domésticos: possível fonte de transmissão Marilisa Gonçalves de Araújo*; Andrezza Furquim Cruz**; Juliana Leal Monteiro da Silva** *Egressa do curso de Biomedicina no Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Araraquara - UNIARA. **Docente dos cursos de Biomedicina, Farmácia e Medicina no Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Araraquara - UNIARA. *Autor para correspondência e-mail: andrezzafcruz@gmail.com Palavras-chave Cães Malassezia pachydermatis Infecção hospitalar Keywords Dogs Malassezia pachydermatis Hospital Infection Resumo Infecções fúngicas têm crescido durante os últimos anos, principalmente em ambiente hospitalar, podendo ser brandas e rápidas ou graves e fatais. Leveduras lipofílicas do gênero Malassezia têm se tornado patógenos significantes tanto em indivíduos imunocompetentes como em pacientes imunodeprimidos levando ao aparecimento de doenças graves. Malassezia spp têm sido relatadas mais frequentemente como agente de infecções hospitalares em neonatos de baixo peso sob cuidados na UTI, sendo relacionada à alimentação lipídica e ao contato manual com profissionais de saúde e visitantes. Malassezia pachydermatis pertence à microbiota normal de cães, podendo causar infecções de pele e otites nesses animais. O objetivo desse trabalho foi verificar a prevalência de M. pachydermatis no ouvido externo de cães domésticos sem sintomas de otite. Foram analisadas 120 amostras de cães domésticos por crescimento em ágar fungobiótico e identificação morfológica e bioquímica das colônias leveduriformes isoladas. M. pachydermatis foi identificada em 56 (46,67%) amostras analisadas, sendo que a maioria dos animais analisados tinham orelhas pendentes, podendo ter sido um fator de predisposição. Animais mais jovens possuem maior predisposição à colonização pela levedura e essa colonização é independente do sexo. Por serem as espécies do gênero Malassezia, componentes da microbiota normal de homens e animais, e do perigo que este gênero apresenta de causar infecção em pessoas debilitadas, é de fundamental importância evitar o contágio para esses pacientes, deixando clara a importância de medidas de prevenção como higienização das mãos pelos profissionais nesse ambiente. Abstract Isolation of malassezia pachydermatis yeast from the domestic dog’s external ear: possible source of transmission Fungal infections have been growing in recent years, especially in the hospital setting, and may be mild and rapid or severe and fatal. Lipophilic yeasts of Malassezia genus have become significant pathogens in both immunocompetent individuals as in immunocompromised patients leading to the onset of serious diseases. Malassezia sp. has been reported more frequently as agents of hospital infections in low-weight newborns under ICU care and are related to lipid nutrition and to manual contact with health professionals and visitors. Malassezia pachydermatis belongs to the normal flora of dogs and can cause skin infections and ear infections in these animals. e aim of this study was to determine the prevalence of M. pachydermatis in the external ear domestic dogs without symptoms of otitis. A total of 120 samples of domestic dogs were analyzed by fungobiotic agar growth and morphological and biochemical identification of isolated yeast colonies. M. pachydermatis was identified in 56 (46.67%) samples analyzed. Most of the analyzed animals had pendulous ears which may have been a predisposing factor. Younger animals are more predisposed to colonization by yeast and this colonization is independent of sex. Due to the fact that species of the Malassezia genus are components of the normal microbiota of men and animals and the danger that this genus presents to cause infection in debilitated persons, it is of fundamental importance to avoid the contagion for these patients, making clear the importance of preventive measures such as hand sanitization by professionals in this environment. Recebido em: 05/07/2019 Aprovação final em: 17/10/2019 DOI: https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2020.v23i1.721