1 https://portaleventos.uffs.edu.br/index.php/EPEA/ APLICAÇÃO DE FILMES BIODEGRADÁVEIS COM ADIÇÃO DE EXTRATO DE FOLHA DE ACEROLA (Malpighia emarginata). L. C. SUMERA 1 , L. M. FILHO 2 , A. N. M. SILVA 2 , K. A. S. MEDEIROS 2 ; K. S. SILVA 2 Universidade Estadual de Maringá, Cusro de Graduação em Engenharia de Alimentos Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Tecnologia *E-mail para contato: lainessumera@gmail.com kssilva@uem.br RESUMO O desenvolvimento de filmes biodegradáveis como uma opção para diminuir o uso do plástico tem sido cada vez mais recorrente. Os filmes costumam ser fabricados à base de proteínas, polissacarídeos ou da junção desses materiais. Devido ao fácil acesso, ser de custo acessível e ter maior resistência aos gases a proteína de soja é muito utilizada na fabricação desses filmes, que além de possuir excelentes propriedades nutricionais e ser de fácil acesso, podem contar com adição de compostos bioativos que podem auxiliar no aumento da vida útil de prateleira do material embalado. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo desenvolver filmes biodegradáveis de proteína isolada de soja com adição de pó e extrato de folha de acerola (Malpighia emarginata) e avaliar suas propriedades. Palavras-chave: filme; antioxidantes; extrato, acerola. INTRODUÇÃO A demanda por produtos ultraprocessados aumentou nas últimas décadas. Segundo PAHO (2015) a procura por esses alimentos cresceu cerca de 43% em todo o mundo. Com esse desdobramento, o uso de embalagens descartáveis se intensificou e, consequentemente seu descarte tem gerado grande preocupação devido à demora na decomposição no meio ambiente. Por esse motivo, produtos à base de plásticos e derivados de petróleo estão sendo substituídos por embalagens biodegradáveis oriundas de elementos renováveis (AIDER, 2010). O uso destas embalagens biodegradáveis tem como finalidade reduzir o impacto ambiental de resíduos no meio, visto que, são fabricados com materiais biodegradáveis não tóxicos e dessa forma, não acarretam malefícios em seu uso (PACHEKOSKI et al. 2014). Estas embalagens podem ser feitas de material comestível e agir como barreira a gases e vapor de água, além de atuar como veículos para uma ampla quantidade de aditivos, como compostos antioxidantes, que proporcionaria aumento na vida de prateleira dos alimentos (GUILBERT, 1986; MAIA et al., 2000; ROJAS-GRAU et al., 2008). Como opção para substituir os polímeros artificiais encontra-se a Proteína Isolada de soja, que é obtida através do resíduo do óleo de soja (ADILAH; JAMILA;, & NUR HANANI, 2018). Outra opção seria o polissacarídeo carboximetilcelulose (CMC) que possui boa capacidade de formar filmes, géis e hidrogéis (RUSSO et al., 2005). O CMC é um polímero