ISSN: 2175-5493 VII COLÓQUIO DO MUSEU PEDAGÓGICO 14 a 16 de novembro de 2007 ______________________________________________________________________ 321 A REPRESENTAÇÃO DA CRIANÇA NO OCIDENTE: UMA INCURSÃO HISTÓRICO CULTURAL Faní Quitéria Nascimento Rehem (UESB) RESUMO Pretendese neste artigo, discutir historicamente o conceito de infância, destacando o lugar social ocupado por esta categoria. A partir de teóricos como Ariés, Freitas, Kramer, Ghiraldelli jr., Postman, Del Priore, serão apresentados as representações sociais construídas sobre a criança na sociedade ocidental, a partir da Idade Média. Considerase neste trabalho, a infância como uma categoria social que tem ocupado diversos lugares sociais na história, os quais revelam ser um conceito em construção, haja vista a infância na contemporaneidade e sua marca de categoria incompreendida, abandonada, explorada, mas percebida. PALAVRASCHAVE: Infância, História da Infância, Representações Sociais INTRODUÇÃO A infância nem sempre foi percebida pelos adultos incluídos no seu convívio, o que não deveria causar estranhamento, segundo LAJOLO (1999, p. 225), considerando se a etimologia da palavra infante, infância, que em sua origem latina “recobre um campo semântico estreitamente ligado à idéia de ausência de fala.” Este conceito é constituído a partir dos prefixos e radicais lingüísticos que compõem a palavra: in = prefixo que indica negação; fante = princípio presente do verbo latino fari, que significa falar, dizer. Mestre me Educação. Professora da Universidade Estadual de Feira de Santana. Email: fanirehem@oi.com.br