RESUMO EXPANDIDO | GTT 05 - ESCOLA Disponível em: <http://congressos.cbce.org.br/index.php/conbrace2017/7conice/> ISSN 2175-5930 1191 CARACTERIZANDO A EDUCAÇÃO FÍSICA E ORGANIZANDO O ESCOLAR PELA CULTURA CORPORAL 1 Rosa Malena Carvalho 2 RESUMO Por identificara educação física como prática pedagógica que se caracteriza pelo escolar, na pesquisa do período pós-doutoral questionamos os interesses que impedem isso. Com objetivo de qualificar essa docência, dialogamos com Arendt, Masschelein, Ranciére, Simons eo Coletivo de Autores. Nossas argumentações destacam a educação física que se faz no escolar pela cultura corporal, em movimento que requer olhar para o conjunto do trabalho docente e a escola como um bem público. PALAVRAS-CHAVE: Educação física escolar; Cultura Corporal; Escola. PESQUISA DA EDUCAÇÃO FÍSICA QUE SE FAZ NO ESCOLAR Objetivando contribuir com a formação e a organização da educação física escolar no e com o conjunto da organização escolar, questionamos a não caracterização dessa prática pedagógica. Pesquisando com essas questões, trazendo-as como eixo estruturador dos projetos desenvolvidos na formação inicial e continuada de professores em Universidade Federal na região metropolitana do Rio de Janeiro, esse texto apresenta parte do realizado no período pós-doutoral. Investigação marcada pela avaliação qualitativa – tanto do trabalho realizado, assim como no aprofundamento de leituras em torno da educação física escolar, especialmente pela filosofia da educação. O artigo se desenvolve em dois movimentos entrelaçados: pensar as singularidades do que faz uma escola ser uma escola, em especial em diálogo com o livro Em defesa da escola – uma questão pública, de Jan Masschelein e Maarten Simons (2014). E, dar a ver (RANCIÈRE, 2009) o que a concepção de cultura corporal, conceito elaborado pelo Coletivo de Autores (2014), contribui para favorecer o desenvolvimento da educação física escolar. Sendo a escola um lugar que “transforma o conhecimento e as habilidades em “bens comuns” e, portanto, tem o potencial para dar a todos, independente de antecedentes, talento natural ou aptidão, o tempo e o espaço para sair de seu ambiente conhecido” (MASSCHELEIN; SIMONS, 2014, p. 10), consideramos o futuro da escola uma discussão pública – colocando o escolar como questão nada óbvia. Além disso, a definição acima se torna transgressora das acusações à escola – as 1 Faz parte do artigo final do período pós-doutoral na Universidade de Barcelona (UB), com bolsa CAPES (Edital 2014-Chamada II, Processo POS_DOC - 99999.000610/2015-01). 2 Universidade Federal Fluminense (UFF), rosamalena@vm.uff.br