www.maristelaribeiro.com.br Um Relatório de Similitudes e Aprazíveis (In)coerências Visuais... CARDOSO, Cristiano. Um relatório de similitudes e aprazíveis (in) coerências visuais: as deambulações citadinas de Maristela Ribeiro. 2023 UM RELATÓRIO DE SIMILITUDES E APRAZÍVEIS (IN) COERÊNCIAS VISUAIS: as deambulações citadinas de Maristela Ribeiro Cristiano Silva Cardoso* É notório na artista visual Maristela Ribeiro, a busca em seu exercício artístico, num capítulo a parte, por abordar as polissemias que atravessam o urbano social, quando propõe diálogos calcados em ferramentas e práticas híbridas que correlacionem o outro e seu espaço de convivência. Trata-se de uma vigorosa trajetória que lança mão do aqui e do agora, na composição de uma gramática visual, com toques de subversão a lógicas tradicionais, facilmente identificáveis a pressupostos teóricos como os de Milton Santos e Gaston Bachelard, quando pensaram paisagem e o espaço; de Erwin Panofski, as formas simbólicas; e de Walter Benjamim, para citar apenas três. Este último, foi quem além de refletir sobre a reprodução da obra de arte, uma prática aliás que sempre ocorreu, denotando que o que vem diferencia-la na linha do tempo, é justamente o advento da fotografia, referendando que a técnica além proporcionar acesso das massas a obra de arte, problematiza aspectos como autenticidade e experiencia estética urbana. A errância entre fachadas, prédios, e a profusão de imagens textos, que desagregados ocupam o campo de visão do ambiente urbano contemporâneo, afeta os caminhantes- observadores que provocados pela artista, são convidados a partilha de modos distintos que são deslocados: da palavra para a arte e da arte para o cotidiano, um transfer do texto a textura, arbitrário e coincidente à sensação inquietante e aprazível de converter espaços em ideias (não panfletárias), para que assim, se possam ler de distintas óticas, as margens, em seu traçado não só imaginário. Sob as lentes da objetiva, intrigantes facetas da “princesa do sertão” são colocadas em jogo, e por trás dela, uma cronista instigada com seu tempo, debruça seu atento olhar sobre o dito sitio urbano, que em pleno processo de modificação, é palco de fugazes e importantes poéticas, uma estética cravada no chão marginal e marginalizado, que ainda